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Arqueólogos encontram poço do período Neolítico em Israel

Descoberta revela habilidade no trabalho com pedras, dizem pesquisadores. No poço, foram encontrados dois esqueletos humanos que datam de 8,5 mil anos

Por Da Redação
Atualizado em 6 Maio 2016, 16h25 - Publicado em 9 nov 2012, 10h22

Arqueólogos israelenses descobriram na Baixa Galileia um poço do período Neolítico com dois esqueletos humanos de 8.500 anos, informou nesta quinta-feira a Autoridade de Antiguidades de Israel. A descoberta, realizada em um lugar denominado Enot Nissanit, nas margens ocidentais do Vale de Jezreel, foi feita por acaso, durante as escavações para o alargamento de uma estrada.

Os esqueletos são de uma mulher de 19 anos e de um homem mais velho, de 30 e 40 anos. Os arqueólogos não puderam determinar se eles caíram em seu interior por acidente ou foram jogados. “O que está claro é que, depois da queda desses indivíduos, a água deixou de ser potável, por causa da contaminação, e o poço deixou de ser usado”, afirmou, em comunicado, o diretor das escavações, Yotam Tepper.

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NEOLÍTICO

O período neolítico, também chamado de Nova Idade da Pedra, marcou o desenvolvimento da tecnologia humana, em especial a agricultura, a partir do ano 9.500 a.C, no Oriente Médio. É considerado o período final da Idade da Pedra.

Tepper destacou que o poço está ligado a um antigo assentamento agrícola. A parte superior foi construída com pedras, e a inferior, escavada em rocha bruta. Duas grandes pedras arrematam a entrada do poço, que tem oito metros de profundidade e 1,3 metros de diâmetro na abertura superior.

Além dos restos humanos, Tepper ressaltou que foram encontrados inúmeros utensílios, como facas de sílex (um tipo de rocha), pontas de flechas e outros itens talhados em pedra. As ferramentas são fundamentais para o estudo da vida das pessoas que cavaram o poço. Segundo Tepper, essas comunidades foram formadas pelos primeiros agricultores do vale de Jezreel.

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“O poço demonstra a impressionante habilidade para o trabalho com pedras que os antigos habitantes tinham”, afirmou ao jornal The Jerusalem Post o diretor de escavações. “Não há dúvidas de que a construção do poço foi um esforço de toda a comunidade e que levou muito tempo.”

“Os poços desse período são achados únicos na arqueologia de Israel e, provavelmente, no mundo pré-histórico em geral”, disse Omri Barzilai, chefe do Departamento de Pré-história da Autoridade de Antiguidades. Os poços mais antigos do mundo foram achados no Chipre. “Parece que o homem antigo tentou idealizar fórmulas para proteger a água potável de possíveis contaminações. Por isso, costumava armazenar a água em um lugar que não fosse acessível pelo gado”, concluiu Barzilai.

(Com EFE)

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