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Alerta nos mares: peixe-boi-marinho volta ao nível máximo de risco de extinção

Mudança em lista oficial oficial do MMA escancara a fragilidade da espécie no país

Por João Nogueira Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 ago 2026, 08h30 | Atualizado em 6 ago 2026, 10h25
Alerta nos mares: peixe-boi-marinho volta ao nível máximo de risco de extinção Priorize VEJA no Google

O peixe-boi-marinho está de volta à categoria de risco máximo de extinção, após a publicação da portaria nº 1704 do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em meados de junho.

​Apesar da mudança recente, o retorno ao mais alto grau de alerta conservacionista do país, a categoria “Criticamente em Perigo (CR)”, não está necessariamente relacionado a uma piora da situação do mamífero aquático nas águas brasileiras. Essa é a avaliação do Projeto Viva o Peixe-Boi-Marinho (PVPBM), desenvolvido pela Fundação Mamíferos Aquáticos que, desde 2013, atua na conservação do animal e acompanha as reclassificações impostas pelo governo federal.

​Em 2014, o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) havia sido rebaixado ao nível “Em Perigo (EN)”. Agora, 12 anos mais tarde, retorna ao grau máximo da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. Para o PVPBM, a medida é uma correção científica. A interpretação está amparada em estudos liderados por diferentes especialistas, com resultados que convergem para o mesmo entendimento: a espécie ainda estava sob perigo crítico na época em que o governo decidiu rebaixá-la de categoria.

​Estimativas indicam que existam apenas cerca de 1.100 indivíduos no litoral nordestino. As causas mais comuns para o desaparecimento envolvem desde a perda de habitats, capturas acidentais em redes de pesca, poluição dos mares do Brasil e até atropelamentos por embarcações.

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​Vale destacar que no fim dos anos 1990, o peixe-boi era dado como extinto do litoral sergipano, quadro que mudou com a reintrodução do macho Astro, monitorado pelo PVPBM. A ação trouxe um sopro de esperança para a conservação da espécie marinha no país. De lá para cá, Astro transita em uma faixa entre o Rio Vaza-Barris (SE) e Mangue Seco (BA). Ainda assim, o total de pouco mais de mil sobreviventes revela uma dura realidade para uma fauna que, no passado, já ocupou amplos trechos da costa brasileira.

 

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