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YouTube libera sistema de checagem de deepfakes para políticos brasileiros

Ferramenta permite que pessoas pesquisem se foram alvos de montagens por IA; ideia é que todos os usuários tenham acesso ainda em 2026

Por Bruno Caniato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 mar 2026, 19h47 • Atualizado em 11 mar 2026, 11h27
  • Políticos e candidatos brasileiros passarão a ter acesso a uma ferramenta do YouTube que permite checar se um usuário foi alvo de deepfakes (montagens geradas por inteligência artificial). A permissão começa a ser liberada gradualmente a uma lista de figuras públicas, ainda não divulgada pela rede social, a partir desta terça-feira, 10.

    Conhecida como likeness detection (“detecção de similaridades”, em tradução livre), a ferramenta permite que um usuário identifique se ele próprio teve sua imagem utilizada artificialmente em conteúdos veiculados no YouTube, a partir de uma selfie enviada à plataforma. O sistema é estritamente pessoal, ou seja, um internauta não poderá checar se outras pessoas foram alvos de deepfakes na internet — a restrição segue critérios de sigilo de identidade conforme a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    A VEJA, o YouTube informou que o mecanismo já está disponível desde o ano passado para criadores de conteúdo parceiros da plataforma, e que a ideia é expandir gradativamente o acesso a todos os usuários brasileiros ainda em 2026. Cabe ressaltar que a detecção de um deepfake não necessariamente levará à exclusão do material — é preciso confirmar que o vídeo em questão viola as regras de privacidade.

    Entre os critérios avaliados pela rede para a remoção ou não de um deepfake denunciado, a rede avalia se:

    • O conteúdo é realmente sintético ou alterado
    • O uso de IA é explicitamente identificado (rotulado)
    • A retratação é realista e a pessoa em questão pode ser claramente identificada
    • O material configura paródia, sátira ou outra forma de debate de interesse público
    • A pessoa pública é retratada cometendo crimes ou endossando produtos ou candidatos

    A ação do YouTube, embora já estivesse planejada pela empresa, começa uma semana após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicar novas regras para o uso de IA durante as campanhas eleitorais de 2026. A rede social informou que a ferramenta de likeness detection não está imediatamente disponível para a Justiça Eleitoral, mas que sistemas semelhantes já foram utilizados em parcerias com o poder público em eleições anteriores e que um novo acordo de cooperação para combate à desinformação com deepfakes deve ser firmado nas próximas semanas.

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