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Violoncelista deixa presídio após protestos de colegas e parentes

Luiz Carlos Justino foi preso na última quarta, logo após tocar na estação das barcas de Niterói em busca de algum dinheiro

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 set 2020, 17h47 | Atualizado em 5 jun 2026, 12h36
Violoncelista deixa presídio após protestos de colegas e parentes Priorize VEJA no Google

O violoncelista Luiz Carlos Justino deixou o presídio neste domingo, 6, após protesto de colegas da Orquestra da Grota, onde ele toca, e de parentes. A decisão foi do juiz André Luiz Nicolitt, do plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que determinou a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

Justino foi preso na última quarta-feira, 2, logo após tocar na estação das barcas de Niterói, juntamente com outro colega, em busca de algum dinheiro. Contra ele, segundo a Polícia Civil, havia um mandado de prisão por assalto à mão armada, ocorrido em 2017, após ele ter sido identificado no álbum de procurados. O músico alegou ser inocente e disse que já havia perdido os documentos, que podem ter sido usados por outra pessoa.

Na decisão, juiz detalhou os motivos que o levaram a determinar a soltura de Justino: “Saliente-se que a liberdade do acusado ao longo desses dois anos não gerou qualquer problema para a sociedade, pois não responde a qualquer outro crime, sendo que a única organização de que se tem notícia a que o mesmo pertence é uma organização musical. Ao que parece, ao invés de gerar perigo, nesses três anos, vem promovendo arte, música e cultura.”

De acordo com a Polícia Civil, o músico constava no álbum de suspeitos por ter sido denunciado, em 2014, por traficantes da comunidade Grota da Surucucu, em Niterói, como integrante do grupo criminoso.

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Justino toca desde os 6 anos na Orquestra de Cordas da Grota, criada em 1995 em Niterói.

Com Agência Brasil

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