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Viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros é reaberto após quatro meses

Obra custou 26,5 milhões de reais, incluindo reformas de manutenção que continuarão a ser feitas mesmo após a liberação

O viaduto que cedeu na Marginal Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, foi reaberto para carros e caminhões na tarde deste sábado, 16, dois dias antes do informado pela Prefeitura de São Paulo. O viaduto estava interditado desde 15 de novembro.

O anúncio da liberação da pista expressa que dá acesso ao viaduto foi feito pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), que acompanhou os últimos testes de carga na estrutura, realizados no fim desta manhã.

A velocidade máxima permitida será de 70 quilômetros por hora neste sábado e, segundo o prefeito, os radares ainda não estarão funcionando. A partir do domingo 17, a velocidade permitida na via voltará a ser de 90 quilômetros por hora, já com as placas de sinalização.

Ao todo, a obra custou 26,5 milhões de reais, incluindo reformas de manutenção que continuarão a ser feitas mesmo após a liberação.

Dois tipos de testes foram feitos para avaliar a estrutura. No teste estático, 45 caminhões (de 28 toneladas cada) ficaram parados sobre o viaduto em locais específicos pré-determinados pela Prefeitura. O teste dinâmico foi feito com uma carreta de 60 toneladas se deslocando em três velocidades constantes: 40, 60 e 80 quilômetros por hora.

Foram instalados 49 sensores ao longo da pista e nos pilares do viaduto, que, por sinal elétrico, foram colocados para captar movimentação da ponte fora do padrão.

Os trens da Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) começaram a circular em velocidade normal em 12 de março.

A estrutura do viaduto cedeu cerca de dois metros no ano passado. Por causa disso, o trânsito foi interrompido em cima do viaduto e os veículos com destino à Rodovia Presidente Castello Branco foram desviados para caminhos alternativos. Com a liberação do viaduto, a circulação pela Marginal Pinheiros, sentido Castello Branco, também volta à normalidade.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)