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Vereadora Marielle Franco fiscalizava intervenção federal no RJ

Parlamentar era relatora de comissão responsável por acompanhar as operações militares e avaliar seus resultados

Quinta vereadora mais votada da Câmara Municipal do Rio de Janeiro e militante pelos direitos humanos, Marielle Franco (PSOL), assassinada com quatro tiros na cabeça na noite de ontem (14), havia assumido, no dia 28 de fevereiro, a relatoria de uma comissão criada na Casa para acompanhar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Representante das minorias, Marielle deveria acompanhar a ação dos militares e dar seu parecer. Nascida e criada na favela da Maré, na Zona Norte, a parlamentar já havia se posicionado contra a intervenção. No sábado, pelo Facebook, a vereadora protestou contra uma operação da Polícia Militar na Favela de Acari.

“O 41° Batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro está aterrorizando e violentando moradores de Acari. Nessa semana dois jovens foram mortos e jogados em um valão. Hoje a polícia andou pelas ruas ameaçando os moradores. Acontece desde sempre e com a intervenção ficou ainda pior”, escreveu na postagem.

A comissão instalada em fevereiro pela Câmara Municipal tinha, além de Marielle, outros 17 parlamentares. Os membros trabalham em conjunto com o Observatório Legislativo da Intervenção Federal na Segurança Pública do Rio, instalado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). Os dois órgãos têm como objetivo coletar e analisar dados sobre as ações policiais e seus resultados.

A comissão solicitou uma reunião com o general Walter Souza Braga Netto, interventor na segurança do estado, para entender como serão feitas as ações durante a intervenção. O encontro deve ocorrer até o final deste mês e deve incluir visitas a batalhões e delegacias para acompanhar o funcionamento da intervenção.

 

Comentários

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  1. Democrata Cristão (Liberdade de Expressão é meu direito CF 88 art 5 e art 220)

    Milhares de mortos no RJ no governo do PT e o PSOL não falou nada, dezenas de mortos pelo Ditador Maduro o qual o PSOL apoia e este não fala nada. Que hipocrisia!

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  2. Jaison Da Silva

    Lamento essa tragédia mas, estava fiscalizando a intervenção, será que ela tava trabalhando pro outro lado, da criminalidade, protegendo bandido?….a por favor né….

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  3. Paulo Bandarra

    Claramente um atentado de quem estava sendo prejudicado pela intervenção militar.

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  4. Waldeson Nunes Nunes

    Chamava bandido de vítima e acabou sendo vítima de bandido.

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  5. sinesio gimene

    hipócritas, mecheram com os bandidos politicos , agora sim vai acontecer alguma coisa, ela nao era nenhuma boazinha nao, se esta metido com politicos , boa coisa nao é , será que começou a limpeza? midia bandida , fiscalizando , porque nao fiscaliza as contas dos prefeitos governadores, esta é a função destes bandidos, querer mostrar que defende A ou B nao interessa, tem sim nao ser discriminatoria , bando de chupins , começou a limpeza?

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