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Veja 5 revelações estarrecedoras sobre o caso do tenente-coronel acusado de matar esposa

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente e responde, na Justiça Militar, pelo feminicídio da esposa Gisele Alves Santana

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 mar 2026, 10h25 • Atualizado em 20 mar 2026, 11h07
  • Exatamente no dia em que marcou um mês da morte da cabo da Polícia Militar Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, seu esposo, foi preso preventivamente. Na última quarta-feira, 18, ele foi detido, denunciado e se tornou réu pelo feminicídio de Gisele. O caso, inicialmente registrado como suicídio, teve várias reviravoltas durante a investigação.

    A vítima foi encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde ela vivia com o tenente-coronel, na zona leste da capital paulista, no dia 18 de fevereiro, pela manhã. Foi o próprio esposo quem acionou a polícia avisando sobre a morte dela. A família disse que os dois viviam um relacionamento conturbado e que Gisele queria se separar. Eles contestaram a versão de que tinha ocorrido um suicídio e pediram que o caso fosse investigado mais a fundo.

    Vários elementos encontrados pelos investigadores desmontaram a versão do tenente-coronel e o levaram a ser denunciado pelo feminicídio de Gisele. Ele também está respondendo por fraude processual. Veja a seguir os pontos-chave do caso que fizeram os investigadores mudarem o rumo do inquérito.

    1. Tempo entre disparo e acionamento da polícia

    Vizinhos do casal ouviram um disparo de arma de fogo às 7h28 do dia 18 de fevereiro. A polícia, no entanto, foi acionada pelo tenente-coronel só meia hora depois. Nesse meio tempo, ele fez vários telefonemas.

    2. Limpeza do apartamento

    Imagens de câmeras de segurança do prédio onde Gisele vivia com o tenente-coronel registraram que policiais militares subordinados a Rosa Neto foram até o apartamento a mando dele. Eles teriam limpado o ambiente, retirando marcas de sangue e de agressão.

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    3. Arma na mão

    O corpo de Gisele, quando foi encontrado, estava segurando a arma da qual saiu o disparo fatal. Segundo a perícia do caso, essa posição é altamente improvável em casos de suicídio, levantando indícios de que a PM foi, na verdade, assassinada.

    4. Agressões físicas

    Depois do enterro, o corpo de Gisele foi exumado para uma segunda perícia. Dessa vez, foram encontrados sinais de agressão no seu rosto e no seu pescoço, compatíveis com unhas e mãos. Nas mensagens encontradas no celular do tenente-coronel, a PM havia reclamado, antes de morrer, de ter levado um tapa no rosto.

    Em outras ocasiões, ele disse que, por pagar as contas da casa, ela lhe deveria disponibilidade sexual. “Se você acha que só contribuindo com o dinheiro já está fazendo sua parte, ótimo, mas para mim não é assim que funciona, nunca foi assim e não vai ser agora que vai mudar. (…) por mim, separamos, não vou trocar sexo por moradia e ponto final”, disse Gisele ao tenente-coronel em outras mensagens.

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    5. “Macho alfa”, “provedor”, “soberano”

    Outras mensagens encontradas no celular de Rosa Neto mostram que ele possuía, de acordo com o Ministério Público, “comportamento machista, agressivo, possessivo, manipulador e autoritário”. O tenente-coronel se referia a si mesmo como um “macho alfa”, “soberano”, “provedor” e exigia de Gisele comportamento submisso.

    “Eu te trato como todo homem macho alfa trata sua esposa – Com amor, carinho, atenção e autoridade de Macho Alfa provedor e fêmea beta obediente e submissa. Como toda mulher casada deve ser”, dizia ele em trechos das mensagens.

    O que diz o tenente-coronel?

    A defesa do tenente-coronel afirma que ele é inocente e sustenta a tese de que Gisele cometeu suicídio. Os advogados dele foram ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) na tentativa de retirar o caso da Justiça Militar e enviá-lo à Justiça Comum.

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