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Temer prometeu ingerência no Supremo e BNDES, diz delator

Na mais alta corte do país, presidente disse que poderia acionar dois ministros para socorrer Eduardo Cunha. No BNDES, ele intercedeu em favor da JBS

Por Laryssa Borges Atualizado em 19 Maio 2017, 15h12 - Publicado em 19 Maio 2017, 14h32

O empresário Joesley Batista, delator da Operação Lava Jato, disse em depoimento ao Ministério Público ter ouvido do presidente Michel Temer uma promessa de interferir junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em favor de interesses da empresa.

As revelações fazem parte do conjunto de documentos que embasam o pedido de abertura de inquérito feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Temer.

No primeiro caso, o presidente afirmou, conforme a versão do delator, que poderia ajudar o ex-deputado Eduardo Cunha com dois ministros da Suprema Corte – Joesley havia chamado para si a missão de manter o ex-deputado calado e distante da ideia de fazer um acordo de delação premiada.

  • Cunha está preso desde o ano passado em Curitiba por ordem do juiz federal Sergio Moro e já foi condenado a mais de quinze anos de prisão. No relato feito por Batista, Temer disse que interceder junto aos onze ministros que integram o Supremo “seria complicado”, mas que poderia falar com dois deles.

    Também segundo Joesley Batista, Temer intercedeu pessoalmente junto ao BNDES em favor da JBS, mas a presidente do banco de fomento, Maria Silvia Bastos, não levou a conversa adiante. Foi “infrutífero”, registra o MP na ação cautelar que embasou o inquérito contra o presidente.

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