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Temer lamenta mortes de presos em Roraima e propõe ajuda federal

Presidente emite nota no dia do episódio, postura diferente em relação à adotada no massacre de Manaus, quando se pronunciou após três dias e foi criticado

Por Da redação - Atualizado em 6 jan 2017, 17h29 - Publicado em 6 jan 2017, 16h14

Após ser bastante criticado por ter se mantido em silêncio por três dias sobre o massacre nos presídios de Manaus, onde morreram 60 detentos, o presidente Michel Temer (PMDB) se pronunciou com mais celeridade sobre o episódio em Roraima e emitiu uma nota nesta sexta-feira lamentando as mortes de 33 presidiários da Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista (RR).

No texto, o presidente afirma que ligou para a governadora de Roraima, Suely Campos (PP), colocando à disposição “todos os meios federais para reforçar a segurança do Estado”.

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse hoje que a matança é resultado de um “acerto interno” do Primeiro Comando da Capital (PCC), que comanda o presídio, e não de uma retaliação à facção rival Família do Norte (FDN), que matou integrantes do PCC no massacre de Manaus.

Confira a nota na íntegra:

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O presidente Michel Temer telefonou hoje para a governadora de Roraima, Suely Campos, colocando todos os meios federais à disposição para auxiliar em ações de segurança pública, após a morte de mais de 30 presidiários na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo. Temer lamentou o episódio e se solidarizou com o povo do Estado.

A governadora informou que a situação já se encontra sob controle e, neste momento, não será necessária a presença federal. Ela agradeceu a liberação pelo governo federal de R$ 45 milhões do Fundo Penitenciário, na última semana de 2016, para a construção de nova unidade prisional e para compra de equipamentos e armamentos destinados à área de segurança de Roraima.

Ficou acertado que as autoridades estaduais manterão permanente contato com o Ministério da Justiça para trocar informações sobre a evolução da situação de segurança em Boa Vista.

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