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Técnico de enfermagem tentou matar paciente 3 vezes antes de conseguir

Quando medicamento utilizado acabou, ele injetou desinfetante dez vezes na veia da vítima, até ela morrer

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jan 2026, 12h19 • Atualizado em 22 jan 2026, 12h38
  • O técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva, 24 — que confessou, segundo a polícia, ter matado três pacientes que estavam internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal —, tentou assassinar a sua segunda vítima por três vezes antes de conseguir na quarta.

    Seguindo o mesmo comportamento que teve com uma primeira vítima, também no dia 17 de novembro, o técnico injetou uma substância farmacológica direto na veia da professora aposentada Miranilde Pereira da Silva, 75. Ele sabia que a ação provocaria parada cardíaca. No entanto, com o quadro detectado, outros profissionais de saúde eram acionados, e manobras de salvamento eram iniciadas. O próprio técnico de enfermagem fazia massagem cardíaca para salvá-la.

    Após as três tentativas, a substância utilizada teria acabado e, para não ter que abandonar o plano de matar a segunda vítima, o técnico de enfermagem pegou um desinfetante que estava no leito da paciente e aplicou dez vezes na veia dela, até provocar sua morte. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Distrito Federal, que investiga se houve mais casos e qual teria sido a motivação dos crimes.

    Além de Marcos Vinícius Silva, outras duas técnicas de enfermagem, Marcela Camilly Alves, 22, e Amanda Rodrigues de Sousa, 28, que também trabalhavam no hospital, sabiam dos procedimentos que ele vinha realizando e tentavam evitar que ele fosse descoberto, também foram presas.

    De acordo com a Polícia Civil de Brasília, Marcos Vinícius Silva entrou indevidamente no sistema de prescrição de medicamentos do hospital, pelo login de um médico, e prescreveu para os pacientes a substância que poderia provocar paradas cardíacas e matar. Ele aplicou os medicamentos na veia dos pacientes, e as técnicas ficaram vigiando para ninguém entrar no quarto ou se aproximar do leito.

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    Duas mortes ocorreram no dia 17 (sendo a segunda com desinfetante) de novembro, e a última no dia 1⁰ de dezembro. As ações das três mortes foram registradas por câmeras de segurança. Em depoimento à polícia, o técnico de enfermagem, inicialmente, negou a autoria do crime. No entanto, após os agentes mostrarem as imagens das câmeras, ele confessou os crimes.

    “Existem elementos convincentes de que o técnico de enfermagem se passou pelo médico, entrou no sistema, que estava aberto, o qual fazia a prescrição dos medicamentos no hospital, ele entrou duas vezes, e, se passando pelo médico, ele prescreveu esse medicamento. Ele também foi até a farmácia, buscou os medicamentos, preparou-os, os escondeu no jaleco e os aplicou na veia dos pacientes”, disse o delegado Wisllei Salomão, que coordena a investigação.

    Mais vítimas

    O delegado ainda afirmou que existe a possibilidade de haver outras vítimas, no entanto, a polícia nega que outras vinte mortes já estejam sendo apuradas — como apontado por outros veículos de imprensa. “A gente vai investigar se existem outras vítimas naquele hospital, como também se existem vítimas nos [outros] hospitais onde esses técnicos de enfermagem trabalharam. Eles trabalham por cerca de cinco anos em hospitais diversos, privados e públicos”, disse.

    Os três suspeitos vão responder por homicídio qualificado, e a pena para esses crimes é de doze a trinta anos de prisão. Eles foram presos preventivamente nos dias 12 e 15 de janeiro

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