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Tarcísio sobre homenagem a Lula: ‘Faltaram as alas do Mensalão e roubados do INSS’

Governador de São Paulo comparou motivos que deixaram Jair Bolsonaro inelegível em ano eleitoral com desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 17 fev 2026, 10h48 •
  • O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos maiores opositores do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou em vídeo divulgado em suas redes sociais que faltaram alas na homenagem da escola de samba Acadêmicos de Niterói feita ao petista, como “Mensalão” e “roubados do INSS”.

    “O status do PT está capturado. Não cuida das pessoas e não constrói as bases para o desenvolvimento consistente. Aliás, todos sentimos falta no desfile de algumas alas. Por exemplo, a ala ‘os Correios faliram e o Lula não viu’. Ou quem sabe, a ala ‘de pai para filho’ ou ‘de volta à cena  do crime’. Ou quem sabe ainda, a ala dos roubados do INSS’. Também faltaram alusões ao Mensalão, ao Petrolão, Sete Brasil, Rombo dos Postalis, ao caso Abreu e Lima, a Operação Acrônimo e por aí vai. O que não falta é escândalo. Um verdadeiro carnaval com o nosso dinheiro. Está na hora de acordar”, afirmou o governador em trecho a gravação. 

    Tarcísio ainda fez comparação com eventos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em ano eleitoral que culminaram com inelegibilidade do capitão da reserva do Exército brasileiro.  “Aos amigos, tudo. Aos inimigos, a lei”, disse Tarcísio ao citar Nicolau Maquiavel. “O uso parcial e seletivo do poder público favorecendo aliados, enquanto aplica rigorosamente a lei contra opositores. Nas eleições de 22, o Brasil viu uma postura muito dura em relação ao Bolsonaro. Declarado inelegível por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante a reunião com embaixadores, que foi realizada em julho de 22, no Palácio do Alvorada”, citou como exemplo. 

    Para o governador de São Paulo, o desfile do domingo, 15, foi propaganda eleitoral antecipada. “No samba-enredo, havia um refrão com trecho do PT em quase todas as campanhas pós-redemocratização. Além disso, menções a bandeiras de campanha do atual governo, com direito à entrada do mandatário na avenida. Lamentavelmente, a sátira, a ironia, a pesquisa histórica, as homenagens e até a crítica, que sempre marcaram os carnavais, deram lugar à propaganda política descarada, ao desrespeito aos evangélicos, ao discurso divisionista”, disse Tarcísio. “Está valendo tudo, e nesse vale-tudo, quem é que perde? Perde o Brasil. Perde a oportunidade de investigar o motivo da nossa estagnação. Perdem-se oportunidades, uma atrás da outra. Cada vez mais, ficamos distantes de estabelecer uma visão consensual acerca do país que queremos”, completou. 

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