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STJ manda soltar ex-secretário de Saúde de Witzel no Rio

Determinação para libertar Edmar Santos foi da subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, e acatada pelo ministro Benedito Gonçalves

Por Cássio Bruno Atualizado em 6 ago 2020, 21h00 - Publicado em 6 ago 2020, 20h38

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) nesta quinta-feira, 6, e mandou soltar o ex-secretário estadual de Saúde do Rio de Janeiro Edmar Santos. Ele foi preso em 10 de julho na Operação Mercadores do Caos, deflagrada pelo Ministério Público. Santos é suspeito de irregularidades na compra de respiradores para atender pacientes com o novo coronavírus.

A determinação da soltura foi apresentada pela subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, e acatada pelo ministro do STJ, Benedito Gonçalves. Lindôra argumentou que o caso deve ser apurado no âmbito federal e não pelo MP estadual. Com isso, as investigações passarão para o Ministério Público Federal (MPF).  Edmar Santos está preso no Batalhão Especial da Polícia Militar, em Niterói, Região Metropolitana do capital, porque é tenente-coronel da PM. O ex-secretário poderá deixar o local nas próximas horas.

Edmar Santos fechou um acordo de delação premiada com a PGR. Na operação que o prendeu, foram apreendidos 8,5 milhões de reais em dinheiro vivo. O Ministério Público estadual ainda não revelou onde a quantia foi apreendida e nem o dono dos recursos. Em nota à época, o MP disse apenas que foi entregue por um dos investigados.

No total, o governo do Rio foi alvo até agora de três operações de combate à corrupção em meio à pandemia de Covid-19. Além da Mercadores do Caos, que prendeu Edmar Santos e o ex-subsecretário executivo de Saúde Gabriell Neves, há ainda a Placebo, deflagrada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia federal. Nela, o governador Wilson Witzel (PSC) é investigado por supostas fraudes na construção de hospitais de campanha. A primeira-dama Helena Witzel também faz parte desta apuração na Procuradoria-Geral da república (PGR). Há ainda a Favorito, também realizada pela PF, que levou à prisão o empresário Mário Peixoto, principal fornecedor de mão-de-obra terceirizada do governo Witzel. 

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