STJ investiga nova denúncia de assédio sexual contra ministro Marco Aurélio Buzzi
A identidade da suposta vítima e os detalhes do caso são guardados sob rigoroso sigilo para não prejudicar as apurações
Depois de o Radar revelar, na semana passada, a acusação de assédio sexual formulada por uma jovem de 18 anos contra o ministro do STJ Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, a situação do magistrado no tribunal piorou.
Integrantes do tribunal foram informados sobre o surgimento de mais uma mulher que se diz vítima do magistrado. O caso é tratado no CNJ, onde as investigações ocorrem em sigilo, e será objeto de investigação também na comissão criada no tribunal para analisar as denúncias contra Buzzi.
A identidade da suposta vítima e os detalhes do caso são guardados sob rigoroso sigilo para não prejudicar as apurações e para não expor a vítima.
O caso inflamou ainda mais os bastidores do STJ, onde ministros cobram uma decisão rápida sobre a situação de Buzzi, que está em licença médica.
O processo contra o magistrado está em fase inicial no tribunal. Ele terá oportunidade de apresentar defesa.
Em nota, a defesa do ministro afirmou que ele “não cometeu qualquer ato impróprio”, criticou o “vazamento antecipado de informações não checadas” e afirmou não ter tido acesso aos autos.
Buzzi já é investigado no CNJ, no STF e no próprio tribunal por suspeita de assediar uma jovem de 18 anos no início do ano, durante uma viagem de férias para a casa de praia do magistrado, em Santa Catarina. A jovem já formalizou o depoimento ao CNJ.
Além do escândalo de assédio, o ministro Buzzi tem figuras próximas a ele investigadas pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento num esquema de venda de decisões judiciais. O caso corre em sigilo no STF.
ATUALIZAÇÃO, 21H30 — Depois de o Radar revelar a existência de um novo caso de assédio investigado contra Buzzi, o CNJ divulgou nota:
“Sobre as notícias envolvendo ministro do Superior Tribunal de Justiça, a Corregedoria Nacional de Justiça informa que segue realizando diligências, com a oitiva, nesta data, de possível vítima de fatos análogos àqueles objetos de procedimento em curso, tendo sido aberta nova reclamação disciplinar para apuração destes novos fatos. Tais procedimentos tramitam sob sigilo legal, medida indispensável para preservar a intimidade e integridade das pessoas envolvidas e para a adequada condução das investigações”.





