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STJ decide destino de Marco Buzzi, acusado de assédio sexual

Ministros vão analisar, em sessão fechada, conclusão de processo disciplinar contra colega

Por Daniel Gullino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 ago 2026, 06h01 | Atualizado em 6 ago 2026, 07h39
STJ decide destino de Marco Buzzi, acusado de assédio sexual Priorizar nos meus resultados Google

O STJ julga nesta quinta-feira as acusações de assédio sexual, importunação sexual e injúria contra o ministro Marco Buzzi, a partir de denúncias de duas mulheres.

Em sessão fechada a partir das 9h, os ministros da Corte vão analisar as conclusões do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). A tendência é que o magistrado seja condenado, como foi defendido pela PGR.

O tipo de punição, contudo, deve ser alvo de debate. A PGR propôs a aposentadoria compulsória, que até recentemente era a sanção máxima contra magistrados. Entretanto, a Primeira Turma do STF decidiu extinguir a prática e permitir a demissão de juízes. O CNJ confirmou a medida nesta semana.

Uma eventual perda de cargo, de qualquer forma, precisaria passar pelo STF — onde Buzzi também é alvo de uma investigação, mas na esfera criminal.

O escândalo foi revelado pelo Radar em fevereiro deste ano. Uma jovem de 18 anos, que passava o fim de semana na casa de praia de Buzzi, em Santa Catarina, procurou a Polícia Civil de São Paulo para denunciá-lo. Filha de um casal de amigos do catarinense, a jovem relatou ter sido assediada pelo ministro, a quem considerava como um “avô”, durante um passeio na praia.

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A forte repercussão do caso estimulou outra mulher a denunciar episódios de assédio praticados por Buzzi. Ainda em fevereiro, uma ex-assessora do magistrado no STJ procurou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para relatar uma rotina de terror vivida durante anos de serviços prestados ao magistrado no tribunal. Servidora terceirizada e parte mais frágil da hierarquia no gabinete, a vítima relatou sete episódios de assédio ocorridos entre 2023 e 2025.

A gravidade das acusações levou os ministros do STJ a tomarem uma medida drástica. Em 12 de fevereiro, uma semana depois das revelações de VEJA, a Corte decidiu afastar Buzzi de suas funções. Em abril, o PAD foi instaurado.

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