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SP amplia número de Delegacias da Mulher; estado teve alta de feminicídios em 2025

No combate à violência, governo tem coordenado ainda políticas como auxílio-aluguel a vítimas e uso de tornozeleira eletrônica por homens suspeitos de agressão

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 dez 2025, 14h29 • Atualizado em 11 dez 2025, 14h42
  • O governo de São Paulo ampliou em mais de 50% o número de espaços policiais destinados ao atendimento a mulheres nos últimos três anos, afirma a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    O anúncio se dá em meio ao aumento de casos de feminicídios no estado. Levantamento divulgado pelo Instituto Sou da Paz na última segunda-feira, 8, mostra que a alta foi de 10% nos casos entre janeiro e outubro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. Ao todo, foram 207 feminicídios neste ano contra 188 no período do ano anterior.

    Em relação à ampliação do atendimento ao público feminino, o governo afirma que a rede passou de 202 espaços em 2023 para 312 em 2025. Esses espaços incluem salas e delegacias de proteção à mulher. O estado de São Paulo tem, atualmente, 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) para receber e investigar casos de violência, além de 170 Salas DDM que funcionam 24 horas por dia, a fim de garantir acolhimento e atendimento imediato às vítimas em diferentes localidades.

    Também de acordo com a gestão Tarcísio, a ampliação do acesso à rede de denúncias contribuiu para que mais mulheres procurem ajuda. O governo aponta um aumento de 42% na quantidade de pedidos ajuizados pela Polícia Civil de medidas protetivas em 2024 em comparação com 2023, passando de cerca de 99.000 para 140.000. Em relação a boletins de ocorrência registrados pela rede DDM, a alta foi de 11% de janeiro a outubro de 2025, em relação ao ano anterior.

    Tornozeleiras a agressores

    O governo também aponta o tornozelamento inédito de homens suspeitos de violência contra a mulher no combate à criminalidade. Hoje, o estado conta com 1.200 equipamentos disponíveis. Desde 2023, as forças de segurança monitoram, 24 horas por dia, no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), detidos que foram soltos em audiências de custódia. Até setembro de 2025, a medida viabilizou 376 suspeitos monitorados e 89 prisões por descumprimento de medidas protetivas.

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    Outras medidas

    Para além da expansão de unidades de atendimento, o estado também disponibiliza outros meios de combate à violência contra a mulher. Uma delas é o aplicativo SP Mulher Segura, que permite que mulheres acionem um botão do pânico em casos de violação de medidas protetivas. Nesse caso, as autoridades são chamadas à ocorrência. Lançado em março de 2024, já são mais de 34.500 usuárias ativas, 1.300 boletins de ocorrência e 4.000 acionamentos do botão do pânico até setembro deste ano.

    Para vítimas de violência doméstica, o governo de São Paulo oferece também o auxílio-aluguel, benefício de 500 reais mensais para mulheres com medida protetiva e em situação de vulnerabilidade social. Desde março deste ano, cerca de 4.000 mulheres são atendidas em 580 cidades.

    Já pelo protocolo Não Se Cale, já são 135.000 profissionais inscritos para capacitação em bares, restaurantes e outros estabelecimentos. O curso gratuito orienta como o profissional deve agir e acolher mulheres em situações de violência ou assédio.

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