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‘Sicário’, aliado de Vorcaro e investigado no caso Master, é réu por esquema de pirâmide em MG

Polícia Federal abriu inquérito para investigar tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão dentro da carceragem; ele foi preso quarta, 4

Por Isabella Alonso Panho Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 mar 2026, 12h08 •
  • Um dos alvos da operação da Polícia Federal que prendeu novamente o banqueiro Daniel Vorcaro já tem outros enroscos na Justiça de Minas Gerais. Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de Sicário (palavra que significa “assassino de aluguel”), é réu na 5ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte ao lado de outras dez pessoas por fraudes financeiras, organização de quadrilha e lavagem de dinheiro, em um esquema popularmente chamado de “pirâmide”. Preso nesta quarta, 4, Sicário tentou se enforcar e foi socorrido antes de falecer — a PF abriu um inquérito para investigar o caso.

    De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público mineiro em outubro de 2021, Mourão foi sócio de uma empresa chamada Maximus Digital. Junto com outras companhias, ela fornecia serviços de investimentos prometendo lucros acima do que é comum no mercado. Em fevereiro de 2018, a empresa fechou, deixando milhares de vítimas sem conseguir resgatar o valor que foi investido.

    No esquema de pirâmide, é comum que as pessoas recebam pelos primeiros investimentos e até por conseguirem trazer outras pessoas para o esquema. Depois, a empresa fecha as portas, deixando apenas o prejuízo. Na denúncia, o Ministério Público mostrou reclamações feitas por vários investidores da Maximus e do grupo Alcateia (que fazia parte da organização criminosa) dizendo que não estavam conseguindo resgatar nem mesmo o valor investido, o que é ilegal. O caso ainda não terminou de ser julgado e, por isso, nem Mourão e nem os outros réus foram condenados.

    Mourão, Vorcaro e mais dois investigados foram presos na segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, nesta quarta-feira, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Sicário era responsável por coordenar e financiar a intimidação de adversários do Master. Conversas interceptadas pela PF mostram Vorcaro mandando “quebrar os dentes” e simular um assalto contra jornalistas que publicaram notícias que o desagradaram. Na sede da Polícia Federal de Minas, Mourão tentou se enforcar para tirar a própria vida, mas não conseguiu.

     

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