Sete PMs são presos suspeitos de integrar esquema de segurança do Comando Vermelho no RJ
Agentes teriam também feito escolta do influenciador condenado Hytalo Santos em baile no Complexo do Alemão
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 11, a terceira fase da Operação Anomalia, que resultou na prisão de sete policiais militares do Rio de Janeiro suspeitos de integrarem esquema de segurança de traficantes. As investigações apontam que os agentes foram recrutados pelo cabo Rodrigo da Costa Oliveira, já preso em setembro, para atuar diretamente a serviço de Gabriel Dias de Oliveira, o Índio do Lixão, líder criminoso na região.
De acordo com a PF, os PMs não apenas faziam a segurança do traficante como também o acompanhavam em situações cotidianas, como consultas médicas e enterros. O grupo também teria atuado na proteção do influenciador digital Hytalo Santos, convidado por Índio e pelo ex-deputado TH Joias para um evento no Complexo do Alemão. Santos e o marido foram condenados recentemente por exploração sexual de adolescentes.
As ordens de prisão e os sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos em bairros do Rio, Nova Iguaçu e Nilópolis com apoio da Corregedoria da PM, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte determinou ainda o afastamento imediato dos investigados de suas funções públicas e a quebra de sigilo de dados de seus equipamentos eletrônicos. Os policiais presos poderão responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Esta é a terceira operação consecutiva contra agentes do estado autorizada pelo STF. Na última segunda-feira, um delegado da PF foi preso por suspeita de favorecer traficante estrangeiro, e na terça, um delegado da Polícia Civil do RJ foi detido por comandar esquema de extorsão contra criminosos. As ações integram a força-tarefa Missão Redentor 2, vinculada à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que busca cortar os vínculos entre facções criminosas e agentes públicos.





