Sessão no STF tem gargalhadas e clima de descontração
Ministros fizeram brincadeiras sobre relatoria de processo e votação para TSE
Apesar da tensão nos bastidores, a sessão do STF desta quinta-feira teve momentos de descontração e até gargalhadas dos ministros.
Um dos momentos que mostraram o clima leve dos magistrados foi a definição de quem ficaria como relator de um processo que trata das atribuições do Ministério Público.
O relator original, Nunes Marques, ficou vencido em alguns pontos do julgamento. Entre risos, ele concordou em deixar a condução, mas disse ficar em dúvida sobre se Alexandre de Moraes ou Flávio Dino deveriam assumir.
Dino brincou com uma fala de Luiz Fux e afirmou que Moraes seria “quase tão antigo quanto” no MP e por isso poderia ficar como relator.
“Já que o ministro Fux lembrou a carreira dele longeva no Ministério Público, invocou Plácido e Silva, o ministro Alexandre também é quase tão antigo quanto no Ministério Público”, disse, arrancando uma gargalhada de Gilmar Mendes.
Logo depois, Fachin brincou sobre a eleição para o cargo de ministro substituto do TSE.
Os ministros fazem uma votação para escolher um dos colegas, mas sempre respeitam uma ordem baseada na antiguidade. Por isso, o resultado já é sempre sabido.
“Estamos computando os últimos votos, para aplacar a ansiedade do certame eleitoral em curso”, explicou Fachin, de forma bem-humorada.
“A apuração está apertada, presidente? “, ironizou Moraes.
No fim, seguindo a tradição, Cristiano Zanin recebeu nove votos para ser reconduzido ao cargo, enquanto Luiz Fux teve um, o do próprio Zanin.







