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Sem Malafaia, aliados de Bolsonaro fazem vaquinha para custear ato de 1º de março na Paulista

Mobilização 'Acorda Brasil' terá como bandeiras temas como a defesa à anistia e o combate à corrupção e ao aumento de impostos

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 fev 2026, 11h17 • Atualizado em 24 fev 2026, 11h29
  • Deputados e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro têm organizado uma vaquinha para a manifestação que acontece no próximo domingo, 1º, na Avenida Paulista.

    O custo estimado do ato é de aproximadamente 130.000 reais, valor que inclui gastos com aluguel do trio elétrico, grades de proteção, banheiros químicos, contratação de seguranças, entre outros.

    A mobilização, batizada de “Acorda Brasil”, defenderá uma variedade de temas e acontece de forma simultânea em outras cidades do país. Entre eles, estão a anistia aos presos do 8 de Janeiro e a derrubada do veto da dosimetria e o “fortalecimento da harmonia” entre os poderes Judiciário, Executivo e Legislativo. Também estarão na ordem do dia pautas como o que os organizadores classificam como combate à corrupção no governo Lula — com foco no escândalo do INSS e do Banco Master –, ao aumento de impostos e ao aumento da criminalidade.

    Diferentemente de atos anteriores de aliados de Bolsonaro na Paulista, que foram organizados e custeados pelo pastor Silas Malafaia, a manifestação deste domingo em São Paulo foi idealizada pelo deputado estadual Tomé Abduch (PL), líder do movimento NasRuas, e pelos deputados Gustavo Gayer (PL-GO) e Nikolas Ferreira (PL-MG), que deverá participar da manifestação em Belo Horizonte pela manhã e, à tarde, na Paulista.

    Segundo os organizadores, os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmaram presença, além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os três são pré-candidatos à Presidência da República pelo campo da direita neste ano.

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    Também foram convidados os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD).

    Cartazes e faixas

    A organização do evento tem orientado que apoiadores não levem cartazes e faixas com xingamentos ou comentários “inapropriados” contra o Supremo Tribunal Federal (STF), ministros e políticos. “A nossa ideia não é fazer ataques a instituições ou a quem quer que seja. Queremos passar a limpo o Brasil e marcar o cenário político nacional, reivindicando pautas essenciais para o futuro do país”, diz o deputado Tomé Abduch.

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