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Rose explica por que entrou com ação para reconhecer união com Gugu

'Tive de pedir dinheiro emprestado a uma amiga para fazer compras de mercado', conta, em entrevista exclusiva, a mãe dos três filhos do apresentador

Por João Batista Jr. - Atualizado em 31 jan 2020, 10h17 - Publicado em 31 jan 2020, 06h00

Em entrevista exclusiva, Rose Miriam di Matteo, de 56 anos, explica os motivos de ter entrado com uma ação de reconhecimento de união estável com Gugu Liberato. Reportagem publicada nesta semana em VEJA revela como a trágica morte do apresentador causou uma guerra entre ela, mãe de seus três filhos, com parentes do ídolo da televisão.

A senhora ficou surpresa por não constar no testamento? Embora o óbito do Gugu seja do dia 21 de novembro, ele morreu em casa, na minha frente e na frente das crianças. Fiquei sem dormir todos esses dias, até virmos ao Brasil. Fomos direto do enterro até o local onde abrimos o testamento. Eu estava lesada e muito abalada, nem sei o que senti. Fui sentir revolta depois.

E por que não está no testamento? Gugu fez esse documento em 2011, quando tivemos um problema comum a todo casal. Tive depressão e TOC naquele ano, fiquei internada. Se assinei algum papel no hospital, não dispunha de condições físicas. Agora, depois disso, eu e Gugu voltamos a ficar bem. Viemos para os Estados Unidos porque ele quis que nossos filhos fizessem high school por aqui.

A família diz que a senhora ficou fora do testamento porque não era casada com Gugu. Como pretende provar que vocês formavam um casal de verdade? Basta procurar em revistas, na TV, em tudo: ele sempre nos tratou como “a minha família”. Em setembro de 2019, estivemos juntos no aniversário da mãe dele, em Portugal. Ali, aos parentes, eu era apresentada como nora e esposa. O que mudou de lá para cá? Aliás, os irmãos do Gugu poderiam ser minhas testemunhas se não tivessem interesses próprios. Éramos uma família, apenas não morávamos debaixo do mesmo teto. O conceito de união estável não define que é preciso morar juntos. A família dele não me quer como meeira. Mas tenho esse direito, não vou viver de migalhas. Vou tirar meu sustento do que me pertence.

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No testamento, a irmã Aparecida consta como “curadora” de seus filhos menores. Isso é um absurdo. Não sou retardada mental, cuido das minhas filhas. Como aceitar um testamento desses? Hoje não tenho acesso a nada. Eles depositam dinheiro para o João. Tive de pedir dinheiro emprestado a uma amiga para fazer compras de mercado.

Seu filho João entrou com uma notificação para que seu irmão, Gianfrancesco, saia da residência de Orlando. Meu irmão veio aos Estados Unidos a meu pedido, para me dar força. O João está sob efeito de alienação parental, a Aparecida liga todo dia fazendo um terror na cabeça dele e diz que quero tirar dinheiro dos meus filhos. É um transtorno. Fiz um testamento e uma declaração em cartório assegurando que tudo o que é meu irá para os meus filhos.

Como a senhora se vê daqui a um ano? Espero estar bem com meus filhos e que esse pesadelo tenha acabado.

Publicado em VEJA de 5 de fevereiro de 2020, edição nº 2672

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