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Réus pelo assassinato de advogado no Centro do Rio vão a júri popular

Crime ocorreu em 2024 e pode ter ligação com o bicheiro Adilsinho

Por Luiza Zubelli 5 mar 2026, 18h08 • Atualizado em 5 mar 2026, 19h15
  • Os três homens acusados de assassinar o advogado Rodrigo Marinho Crespo em 2024, na Avenida Marechal Câmara, próximo à sede da OAB no Centro do Rio, começaram a ser julgados pelo Tribunal do Júri da Capital nesta quinta-feira, 5. Eles respondem na Justiça por homicídio qualificado. Os suspeitos são Leandro Machado da Silva, conhecido como “Cara de Pedra” e apontado como o responsável por fornecer os carros usados no crime; Cezar Daniel Mondego de Souza, o “Russo”, que ficou encarregado de seguir cada passo do advogado; e Eduardo Sobreira de Moraes, motorista do veículo utilizado para monitorar a vítima no dia do crime. Eles viraram réus ainda em 2024, dois meses após o assassinato, que ocorreu em fevereiro daquele ano.

    Segundo as investigações, o grupo se encontrou antes e depois do crime. Leandro era policial militar na época e os três se reuniram perto do batalhão onde ele trabalhava. O agente foi afastado do cargo assim que se tornou réu no processo. Anotações com as placas dos veículos da vítima foram encontradas no celular de um dos investigados e revelaram que os criminosos já estavam monitorando Rodrigo desde outubro de 2023.

    O autor do disparo que matou o advogado ainda não foi identificado. A hipótese do Ministério Público do Rio é que a atuação profissional de Rodrigo estivesse atrapalhando os interesses de uma organização criminosa que atuava na exploração de jogos de apostas on-line.

    Em vida, Crespo demonstrou interesse em investir em negócios ligados ao setor. A vítima pensava em abrir um estabelecimento conhecido como “Sporting Bar”, um local onde as pessoas poderiam assistir a eventos esportivos e realizar apostas. Máquinas eletrônicas conectadas à internet, semelhantes a caça-níqueis, também estariam presentes no ambiente.

    O julgamento

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    A denúncia apresentada pelo Ministério Público indica que o homicídio teria ocorrido para garantir a execução ou vantagem de outros crimes, praticados por uma facção criminosa com foco em jogos de apostas on-line.

    Na primeira sessão do julgamento, vinte testemunhas serão ouvidas, no total. A previsão é que a sentença seja dada na sexta-feira, 6. A primeira a falar foi a namorada de Rodrigo na época, Isadora Strapazzon. Ela deu seu depoimento por videoconferência. Durante sua fala, ao ser questionada sobre o envolvimento da vítima com as bets, a mulher respondeu que ele tinha vontade, como advogado, de legalizar os jogos de apostas on-line no Brasil.

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    O delegado Rômulo Assis, responsável pelas investigações, afirmou que o veículo utilizado no assassinato pertencia a uma locadora que tem ligação com Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, bicheiro que foi preso em uma mansão em Cabo Frio no fim de fevereiro deste ano. Segundo Assis, a autoria intelectual do crime ainda é investigada.

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