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Renan diz que reforma trabalhista não passa no Senado

Segundo o senador, líder da bancada do PMDB, o projeto 'só traz notícias ruins para quem vive do trabalho assalariado no Brasil'

Por Da redação Atualizado em 28 abr 2017, 07h58 - Publicado em 28 abr 2017, 07h49

Responsável por liderar o PMDB, a maior bancada do Senado, com 22 integrantes, Renan Calheiros (AL) afirmou em discurso no plenário nesta quinta-feira acreditar que a reforma trabalhista não será aprovada pelos senadores da forma como passou pela Câmara dos Deputados.

A reforma trabalhista só traz notícias ruins para quem vive do trabalho assalariado no Brasil. Eu me sinto consternado, verdadeiramente consternado em constatar essa realidade. A reforma retira direitos e, se retira direitos, é injusta. Ponto!”, disse.

A proposta aprovada prevê a prevalência de acordos entre empregados e patrões sobre a legislação vigente, retira o caráter obrigatório do imposto sindical e reduz a atuação da Justiça do Trabalho.

Para o senador, o texto rebaixa os salários e pretende deixar o trabalhador sem defesa, condenado a acordos que “reduzem a remuneração, suprimem reajustes e revogam garantias no emprego”.

“Todos sabemos que acordos forçados em plena recessão, com 13 milhões de desempregados e com o desemprego aumentando mês a mês, é pedir que se aceite a crueldade como caridade” disse.

Numa referência indireta ao governo Michel Temer, a quem tem feito uma série de críticas, Renan disse que a chantagem é explícita: “aceita ou cai fora. É o ‘dá ou desce’ trabalhista”.

(Com Reuters)

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