Quem é o youtuber americano preso no centro de SP por estuprar meninas
Floyd L. Wallace Jr., 29, acumula passagens policiais nos EUA; ele estava no Rio de Janeiro e foi preso em um apartamento na Liberdade, na capital paulista
Um youtuber americano de 29 anos foi preso em um apartamento de locação curta no bairro da Liberdade, no centro da capital paulista, suspeito de explorar sexualmente e estuprar meninas menores de idade. Floyd L. Wallace Jr. estava vivendo no Rio de Janeiro, de onde saiu a sua ordem de prisão. Segundo a polícia fluminense, ele estava em São Paulo para deixar o Brasil.
Wallace Jr. se apresentava nas redes sociais como “passport bro”, uma gíria para pessoas que fazem turismo sexual — viajam a países com o objetivo de realizar atividades dessa natureza. O youtuber possui passagens policiais em treze estados americanos, por resistência à prisão, desobediência e agressões a policiais. Nas redes sociais, há vários vídeos dele sendo preso ou concedendo entrevistas atrás das grades em presídios dos Estados Unidos. Um perfil no X, criado para expor criminosos sexuais, publicou o momento da prisão do youtuber (veja abaixo).
https://twitter.com/Justin096186562/status/2003445092116537518
O caso começou a ser investigado pela polícia do Rio depois de uma denúncia feita por um motorista de aplicativo. Ele aceitou uma corrida e, quando chegou para buscar o passageiro, encontrou duas meninas, que disseram a ele que estavam indo encontrar um homem mais velho que não falava português. Elas não souberam explicar o endereço de destino e nem o que estavam indo fazer no local.
O motorista desconfiou da situação e de que o perfil na plataforma de corridas era falso. Ele fez uma denúncia e a polícia abriu uma investigação no começo de dezembro. Depois desse episódio, outro similar aconteceu no dia 18 de dezembro. Dessa vez, quatro meninas embarcaram em uma corrida para encontrar Wallace Jr. em Santo Cristo, bairro da zona norte do Rio de Janeiro.
O youtuber está detido na 4ª Delegacia de Polícia da Divisão de Proteção à Pessoa do DHPP, onde permanece à disposição da Justiça. Ele pode ser transferido para o Rio de Janeiro, onde caminha a investigação contra ele.





