Quase três décadas depois, imóvel de Fernandinho Beira-Mar vai a leilão em MG
Até sexta-feira, interessados poderão fazer lances por casa confiscada do chefe do CV em 1996, além de outro prédio alvo de ação em 2013
Dois imóveis em Betim, na Grande Belo Horizonte, que pertenceram nos anos 1990 ao traficante Luiz Fernando Costa, o Fernandinho Beira-Mar, líder do Comando Vermelho, vão a leilão na sexta-feira, 14, a partir das 13h. Uma das casas foi confiscada pela Justiça em 1996 — a outra, em 2013.
De acordo com o edital, as duas propriedades ficam na mesma rua (Conceição Rosa Lima) do bairro Horto. Ainda segundo o documento oficial, as edificações são avaliadas, juntas, em 2,2 milhões de reais. A propriedade mais cara, de 1,2 milhão de reais, tem seis apartamentos de dois quartos com garagem. A outra propriedade, estimada em 1 milhão de reais, já abrigou o 33º Batalhão da Polícia Militar depois dos processos judiciais por pouco mais de dez anos.
Os lances iniciais equivalem a 50% dos valores estimados dos bens. Até as 16h desta segunda-feira nenhum lance foi dado, segundo o site oficial do leilão. “Os interessados em participar do leilão poderão fazê-lo por meio de oferta de lances na modalidade exclusivamente eletrônica, no endereço eletrônico do leiloeiro público oficial, por meio de acesso identificado, na data e horário estabelecidos”, diz trecho do documento.
Ainda segundo informações oficiais, “na hipótese de lote deserto (sem ofertas), o leiloeiro poderá reabrir prazo de oito dias úteis para lances, contados a partir da data de encerramento do leilão, por valor não inferior ao lance mínimo informado”.
A Justiça em Minas Gerais confiscou os bens ligados a Beira-Mar por avaliar que as propriedades foram compradas com o intuito de lavar dinheiro oriundo de operações do tráfico de drogas. A tentativa era mascarar a origem do dinheiro obtido de maneira ilícita. Beira-Mar está preso desde abril de 2001, depois de ficar foragido desde 1997, quando escapou de uma prisão em Belo Horizonte. Um dos principais nomes do tráfico do Rio foi encontrado após mobilização da polícia brasileira e também de autoridades da Colômbia. Beira-Mar estava na Colômbia quando foi encontrado pela última vez em área dominada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).





