Assine VEJA por R$2,00/semana
Continua após publicidade

Procuradoria pede arquivamento da apuração contra Chalita

Requerimento "é medida que se impõe, por ausência de provas", segundo parecer do procurador Rodrigo Janot

Por Da Redação
29 ago 2014, 08h43

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu arquivamento da investigação criminal que apurava atos contra a administração pública e recebimento de vantagens atribuídos ao deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) em sua gestão como secretário da Educação do governo do tucano Geraldo Alckmin (2003-2007). O arquivamento, afirma Janot, “é medida que se impõe, por ausência de provas”. Ele argumentou que o analista de sistemas Roberto Grobman, acusador de Chalita, nunca foi localizado para depor nem entregou provas que dizia possuir.

Leia também:

Sem Chalita, Skaf lança candidatura ao lado de ex-ministros faxinados por Dilma

Chalita chamava propina de ‘Vanderlei’, diz ex-assessor

A manifestação do procurador-geral foi encaminhada ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. Em meio à investigação, Teori não autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de duas empresas de tecnologia nem de Márcia Cristina Alvim, ex-assessora de Chalita. “As diligências até aqui produzidas, somando-se os inquéritos civis já arquivados, ao invés de reforçarem as suspeitas de crime acabaram por enfraquecê-las”, advertiu o ministro.

Continua após a publicidade

Na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, braço do Ministério Público de São Paulo, promotores já arquivaram dez inquéritos civis contra Chalita. Restam apenas três investigações, sobre fatos que Janot já investigou, e também nesses autos o delator não juntou provas. Grobman imputou a Chalita cobrança de 25% sobre o valor de contratos da pasta; favorecimento de editoras; recebimento de propina de um empresário da área educacional que teria custeado a automação de seu apartamento em São Paulo.

No entanto, sete testemunhas rechaçaram a acusação. “O acervo probatório não foi capaz de demonstrar a autoria e a materialidade dos delitos”, cravou o procurador, que não identificou falhas em ampla documentação relativa a contratos da administração Chalita. “O absurdo das alegações foi reconhecido pelo procurador-geral da República e por diversos promotores de São Paulo. Após quase dois anos de intensas investigações ficou demonstrada a absoluta honestidade da gestão de Gabriel Chalita na Secretaria de Educação”, declarou o advogado Alexandre de Moraes.

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

O Brasil está mudando. O tempo todo.

Acompanhe por VEJA.

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 2,00/semana*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de R$ 39,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$96, equivalente a R$2 por semana.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.