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Prefeito do Rio decreta estado de calamidade por causa das chuvas

Cidade segue em estágio de crise desde a noite de terça-feira; temporal deixou dez mortos

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), decretou nesta quinta-feira, 11, estado de calamidade pública por causa das chuvas que atingem a cidade desde a noite de terça. O município registrou dez mortes em decorrência dos temporais e ultrapassou 50 horas ininterruptas em estágio de crise (o grau mais alto na escala de três níveis de periculosidade, por medição do Centro de Operações).

O Diário Oficial publicado nesta quinta traz o decreto em que Crivella declara situação de calamidade. Caso o Ministério do Desenvolvimento Regional reconheça a situação da cidade, é esperada a facilitação na liberação de recursos para socorrer vítimas, reparar danos e adotar ações de prevenção em áreas de risco de desastre.

O texto do decreto menciona as dificuldades financeiras da cidade para solicitar recursos federais.

“(O estado de calamidade considera) a grave crise econômica que assola o Município do Rio de Janeiro, que contabiliza a perda de mais de trezentos mil empregos formais nos últimos anos, potencializada pelos vultosos saques aos cofres municipais, como os que vêm sendo investigado no âmbito da Operação Lava Jato, ocorrências que contribuíram para a redução de vinte por cento Produto Interno Bruto – PIB municipal”, diz o texto.

Apesar da diminuição das chuvas nas últimas 30 horas, a capital fluminense segue em estágio de crise por causa do solo encharcado e riscos de deslizamentos. Na noite de quarta, a Defesa Civil acionou duas sirenes da comunidade Parque João Paulo II, no Andaraí, Zona Norte da cidade. A ativação seguiu protocolo que considera o índice pluviométrico atingido nas últimas 24 horas na localidade.