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Polícia mira conexão com Itália e Eslovênia para exploração sexual

Agentes federais e policiais europeus cumprem quinze mandados de prisão em quatro estados de acusados de promover tráfico internacional de mulheres

Por Da Redação - 15 fev 2017, 13h38

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Marguerita com o objetivo de desarticular grupo criminoso internacional especializado em tráfico de pessoas para fins de exploração sexual. As vítimas eram levadas de Fortaleza para a ItáliaEslovênia.

Um efetivo de 92 policiais federais cumpre 13 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 13 de busca e apreensão e 18 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para depor), todos expedidos pela Justiça Federal no Ceará. Os mandados estão sendo cumpridos no Ceará, Bahia, Minas e São Paulo.

A ação conta, ainda, com a participação de autoridades policiais da Itália e da Eslovênia. De acordo com a PF, a rede é composta por aliciadores responsáveis pelo recrutamento, transporte, viagens para o exterior, alojamento e exploração sexual das mulheres nos países de destino.

O crime de tráfico internacional de pessoas com a finalidade de exploração sexual é classificado como uma grave violação de direitos humanos, “considerando a situação de vulnerabilidade das vítimas, que muitas vezes, iludidas pelos aliciadores, mediante fraude, são levadas a países da Europa e submetidas à condição degradante”, aponta a PF em nota.

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Os presos serão indiciados por crime de tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com pena prevista de até 25 anos de reclusão.

A operação foi batizada de Marguerita em alusão ao nome da principal boate na Eslovênia onde se explora a prostituição.

(Com Estadão Conteúdo)

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