Polícia do Rio faz operação para capturar acusados de estupro coletivo na Baixada Fluminense
Caso choca pela violência e arbitrariedade na ação dos bandidos
O caso da menina de 13 anos que sofreu um estupro coletivo, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mobiliza as forças policiais do Rio de Janeiro, dado o grau de violência e arbitrariedade na ação dos bandidos.
As investigações revelam que a garota foi confundida com a namorada de um integrante de uma facção rival dos acusados e que ela só foi liberada viva depois que um dos criminosos recebeu uma ligação telefônica alertando para o engano.
Antes, ela foi violentada e agredida e chegou a passar por um “tribunal do tráfico”, em que teria sido condenada ao estupro como forma de punição.
Segundo relato da adolescente, um tiro chegou a ser disparado contra sua cabeça, mas pegou de raspão. O bando também a ameaçou para não denunciar o crime. Os suspeitos teriam afirmado que, se o caso fosse levado às autoridades, seus familiares seriam mortos.
A adolescente mora nas proximidades da comunidade do Trio do Ouro, dominada pelo Terceiro Comando Puro (TCP) e costumava visitar parentes por lá. Integrantes da quadrilha a confundiram com a namorada de um criminoso do Comando Vermelho (CV). Abordada em uma praça da região, ela foi forçada a entrar em um veículo, sendo levada a uma área afastada e erma, onde ocorreu o estupro.
Segundo a polícia, sete pessoas arquitetaram os crimes, incluindo uma mulher que teria segurado a vítima, e um adolescente.
Fotos dos suspeitos foram divulgadas pelo serviço Disque Denúncia, em um panfleto digital que circula pelas comunidades de Meriti.





