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Polícia Civil do Rio realiza megaoperação no Complexo de Israel

Agentes cumprem dezenas de mandados; tiroteio fechou vias expressas no entorno

Por Lucas Mathias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 jun 2025, 08h41 • Atualizado em 10 jun 2025, 09h54
  • A Polícia Civil realiza, na manhã desta terça-feira, 10, uma megaoperação no Complexo de Israel, Zona Norte do Rio. A ação busca cumprir dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do Terceiro Comando Puro, facção que domina as favelas na região. No entorno e nos acessos das comunidades, houve intensa troca de tiros, que fecharam as duas principais vias expressas da cidade, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha. Nas redes sociais, moradores e trabalhadores relataram o clima de tensão em meio ao tiroteio. Até o momento, 12 pessoas foram presas e três fuzis foram apreendidos.

    Em nota, a polícia afirmou que depois de sete meses de investigações conseguiu identificar 44 traficantes que não tinham mandado de prisão contra si, e agora são alvos da corporação. A operação também busca apreender armas de fogo, drogas, rádios comunicadores, aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que reforcem a responsabilização penal dos envolvidos. Os agentes também tentam demolir duas construções irregulares, que têm sido usadas pelos criminosos como abrigo e como ponto de ataque, onde fuzis são posicionados em buracos feitos nas paredes. 

    Nas redes sociais, registros compartilhados mostram pessoas deitadas no chão na Avenida Brasil e na Linha Vermelha, e que tentam se proteger nas estações do BRT, em meio à passagem de agentes da polícia. Agentes da PM também atuam no entorno, especialmente nos acessos das comunidades do complexo. Com o caos, o trânsito nas vias que ligam a Baixada Fluminense e a Zona Norte ao Centro do Rio é intenso.

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    A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de delegacias da capital, da Baixada Fluminense e do Interior. Apenas neste ano, é a segunda vez que a polícia monta uma operação de grandes proporções no local, sob o domínio do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão — um dos criminosos mais procurados do estado, e que têm conseguido driblar as investidas policiais nos últimos anos. 

    Formado pelas favelas de Vigário Geral, Parada de Lucas, Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, o Complexo de Israel é hoje o principal QG do Terceiro Comando Puro no Rio, cercado por barricadas difíceis de serem transpostas pela polícia, marcado pela expansão territorial constante nos bairros do entorno, pela intimidação de moradores e pela perseguição religiosa. Evangélico, Peixão tem histórico de destruição de terreiros de religiões afro-brasileiras, expulsão de fiéis dessas religiões, destruição de imagens e ameaças a uma Igreja Católica local. 

    Com domínio altamente estruturado — o que inclui o uso de drones para monitoramento das forças de segurança, toque de recolher para os moradores e o monopólio de serviços públicos, como o fornecimento de internet — o Complexo de Israel costuma oferecer forte resistência às investidas policiais. Na última grande operação no local, as vias expressas do entorno também ficaram tomadas e trabalhadores que passavam por ali em direção ao Centro da cidade foram baleados. Na ocasião, os agentes tentavam prender Peixão. 

    Nas investigações que motivaram a operação desta terça-feira, foi identificado um grupo responsável pelo monitoramento de viaturas, queima de ônibus e organização de protestos simulados com o objetivo de obstruir o trabalho policial. Foi apurada, ainda, a existência de um núcleo especializado na tentativa de abate de aeronaves policiais, composto por criminosos com armamento pesado e treinamento específico.

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