PM é preso em batalhão no Rio por acusações de estupro, roubo e extorsão; entenda caso
Investigações apontaram que policial Lucas Mathias de Sousa operava um esquema de agiotagem com Davyd Novato Santana, que está foragido
O policial militar Lucas de Sousa Mathias foi preso nesta quinta-feira, 5, dentro do 22º BPM (Maré), onde trabalhava, por acusações de estupro, roubo e extorsão em Maricá, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A investigação da 82ª DP (Maricá) apontou que Mathias — que supostamente operava um esquema de agiotagem com Davyd Novato Santana, foragido — foi até a casa da vítima para cobrar uma dívida de R$ 800. Com os juros acumulados, o valor disparou para R$ 7 mil em janeiro, cerca de três meses após o empréstimo.
Segundo as investigações, a dupla obrigou o pai da vítima, que estava na residência, a carregar duas televisões para um carro em 4 de janeiro. A mulher também deu dinheiro aos criminosos. Mais tarde no mesmo dia, eles obrigaram a vítima a entrar no veículo e a levaram para um bar, onde foi forçada a ingerir bebidas alcoólicas, mesmo tomando medicações controladas. Ela foi novamente colocada no carro, que parou em um lugar isolado. Lá, a mulher diz ter sido violentada e abandonada por Mathias.
+ Máfia dos Cigarros: operação tenta prender Adilsinho, do Salgueiro, por homicídio no Rio
A vítima conseguiu voltar para casa e foi levada ao médico pelo seu pai. Ela também fez uma denúncia contra o policial, que foi identificado pelos investigadores por ter usado o celular da esposa para ameaçar a mulher. Ele não foi encontrado nos endereços obtidos pela polícia, o que levou Mathias a ser preso no batalhão em que trabalhava, sendo levado para a Unidade Prisional da Polícia Militar do RJ. Em nota, a corporação também informou que será instaurado um procedimento administrativo disciplinar.
“O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados”, afirma a declaração.
Na casa de Santana, a polícia apreendeu dinheiro, armas municiadas, toucas ninja, facas e carregadores de armas, além das televisões da vítima e um tucano, que estava em uma gaiola de passarinho. Além das outras acusações, ele responderá a maus-tratos a animais. Foi encontrado, ainda, um caderno com anotações sobre outras pessoas extorquidas.





