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Planalto quer Occhi na Caixa e PP procura substituto para Barros

PP havia indicado o nome de presidente do banco estatal para comandar ministério da Saúde

Por Reuters 27 mar 2018, 21h23 | Atualizado em 3 jul 2026, 19h57
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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta terça-feira (27) que o nome do seu substituto não está definido e o presidente do seu partido, o PP, senador Ciro Nogueira (PI), terá nova reunião com o presidente Michel Temer para tratar de nomes para a pasta.

O PP havia indicado Gilberto Occhi, presidente da Caixa Econômica Federal, para o cargo. No entanto, de acordo com uma fonte que acompanha as trocas ministeriais, o Palácio do Planalto vetou a saída de Occhi da Caixa.

“O problema não é a indicação na Saúde, o problema é a substituição na Caixa. Então, o presidente Ciro Nogueira terá nova reunião amanhã com o presidente Temer para debater sobre esta questão”, disse Barros em entrevista no Palácio do Planalto, depois de uma cerimônia que marcou sua despedida do cargo.

A ida de Occhi para o Ministério da Saúde já estava acertada com o PP. Apesar de ter dado entrevistas dizendo que não sabia de nada, o presidente da Caixa já começava a ter conversas para formar equipe e estava com a posse marcada para quarta-feira. O Planalto, no entanto, optou por manter Occhi na Caixa alegando dificuldades para substituí-lo.

De acordo com a fonte, o PP está buscando um outro nome para o Ministério da Saúde, mas ainda não teria. Isso dever ser conversado diretamente entre Temer e Ciro Nogueira.

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Barros entregou nesta terça-feira sua carta de demissão a Temer, alegando a necessidade de se desincompatibilizar para concorrer a uma vaga de deputado federal novamente. O ministro explicou que este deveria ser seu último dia no cargo, mas, com a falta de um nome para substituí-lo, ainda deve ficar mais algum tempo à frente do ministério.

“A transmissão de cargo que estava marcada para amanhã (quarta-feira) foi desmarcada”, contou Barros. Segundo ele, cabe agora ao presidente dizer até quando ele fica no cargo, se espera uma nova indicação ou se um interino ficará em seu lugar. “Minha missão está cumprida. Essa decisão cabe agora à ala política do governo”, disse.

O prazo máximo para desincompatibilização é a zero hora do dia 7 de abril. Temer, no entanto, tem dito aos ministros que irão sair para concorrer que prefere que eles deixem o governo até o dia 4.

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