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PGR compara versão de ex-miliciano no caso Marielle à máfia: ‘Quebrou código de silêncio’

Enquanto defesas tentam descredibilizar Orlando Curicica, Procuradoria se vale de revelações para reconstituir conexões dos irmãos Brazão com milícias

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 24 fev 2026, 11h15 • Atualizado em 24 fev 2026, 12h02
  • Uma das testemunhas que associou os irmãos Chiquinho Brazão, ex-deputado federal, e Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rioa grupos paramilitares foi Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando da Curicica, apontado como ex-miliciano. As revelações foram feitas na investigação do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. Os irmãos Brazão começaram a ser julgados nesta terça-feira, 24, no Supremo Tribunal Federal (STF), como mandantes do crime.

    A execução da vereadora foi inserida no contexto da exploração do mercado imobiliário irregular por meio de grilagem de terrenos na Zona Sudoeste do Rio. A aliança dos irmãos com milicianos é um ponto-chave da denúncia porque, de acordo com a acusação, explica a motivação do atentado.

    Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), a vereadora passou a ameaçar os interesses econômicos de Chiquinho e Domingos Brazão ao criar obstáculos, na Câmara Municipal, para o avanço de projetos de lei que pudessem viabilizar a regularização de seus negócios imobiliários ilegais em áreas dominadas pela milícia.

    Orlando Curicica compartilhou com a PGR detalhes dos supostos negócios ilícitos do clã Brazão. O ex-miliciano detalhou que os irmãos controlavam bairros da Zona Sudoeste, “exploravam a área exigindo votos” e lucravam com terrenos ocupados ilegalmente.

    As defesas buscam descredibilizar a palavra de Orlando ao lembrar o histórico nada abonador do miliciano. Mas o vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand, número dois da PGR, saiu em defesa do depoimento nesta terça no STF. O procurador comparou Orlando a detratores da máfia italiana. Chateaubriand argumentou que o miliciano foi “traído” e “excluído dos ajustes ilícitos” e, por isso, “quebrou o código de silêncio”.

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    “Orlando tornou-se um arrependido, fez o que dele se esperava, forneceu depoimentos que são coerentes. Não importa se ele é ex-miliciano, o que importa é a coerência do que ele disse. Ele é testemunha, não é colaborador, não recebeu qualquer benefício”, defendeu o vice-procurador-geral.

    Orlando Curicica chegou a ser preso na investigação da morte de Marielle. Uma testemunha plantada pelos mandantes tentou incriminá-lo, mas a versão foi desmontada posteriormente pelos investigadores.

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