PF prende mãe suspeita de violentar filhas e publicar imagens do abuso sexual na internet
Celular da investigada foi confiscado e será periciado; as crianças foram encaminhadas ao Conselho Tutelar
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta terça-feira, 10, uma mulher de 33 anos suspeita de violentar as duas filhas, de 4 e 9 anos, e publicar imagens do abuso sexual na internet. A ação foi deflagrada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, por agentes da Delegacia de Polícia Federal em Nova Iguaçu (DPF/NIG). Além do mandado de prisão preventiva, foram cumpridos dois de busca e apreensão. O celular da investigada foi confiscado e será periciado. As crianças, por sua vez, foram encaminhadas ao Conselho Tutelar.
Levantamentos de dados e informação de inteligência identificaram arquivos de cenas de abuso sexual infantil em fóruns da Dark Web. Uma investigação foi, então, aberta no ano passado. Há indícios de que a mulher compartilhava os vídeos em diferentes plataformas, incluindo aplicativos de mensagens. Ela responderá pelos crimes de estupro de vulnerável e de produção, armazenamento e compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil.
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A prisão ocorre no âmbito da Operação Guardiões, que tem como objetivo “reprimir os crimes de estupro de vulnerável e de produção, armazenamento e compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil na internet”, de acordo com a PF. A corporação também advertiu responsáveis por crianças sobre os riscos do ambiente virtual.
“A Polícia Federal alerta aos pais e aos responsáveis sobre a importância de monitorar e orientar seus filhos no mundo virtual e físico, protegendo-os dos riscos de abusos sexuais. Conversar abertamente sobre os perigos do mundo virtual, explicar como utilizar redes sociais, jogos e aplicativos de forma segura e acompanhar de perto as atividades online dos jovens são medidas essenciais de proteção. Estar atento a mudanças de comportamento, como isolamento repentino ou segredo em relação ao uso do celular e do computador, pode ajudar a identificar situações de risco”, orientou em nota.





