Pesquisa sobre caminhada de Nikolas oferece boas e más notícias ao clã Bolsonaro
Entre os dias 20 e 27, estudo focou no poder de arrasto de Michelle Bolsonaro, e do filhos de Jair Bolsonaro: Flávio, Eduardo e Carlos
Um novo levantamento do Datalab Ativaweb analisou o impacto da atuação da família Bolsonaro no universo digital na semana em que o deputado Nikolas Ferreira remexeu o caldeirão bolsonarista com sua marcha de Minas a Brasília.
Entre os dias 20 e 27, o estudo focou no poder de arrasto de Michelle Bolsonaro, e do filhos de Jair Bolsonaro: Flávio, Eduardo e Carlos. Os dados foram comparados com o desempenho do deputado mineiro que conseguiu mobilizar apoiadores em torno de um ato contra o STF e a favor do ex-presidente.
A análise focou no Instagram e nos efeitos práticos de todo o barulho bolsonarista provocado por Nikolas, tendo o clã Bolsonaro de carona.
Os dados mostram que Flávio Bolsonaro, o nome escolhido pelo ex-presidente para disputar o Planalto, é o integrante do clã quem menos engajamento tem na rede, o que menos gera emoção na base conservadora e o que menos se conecta com a ala mais ideológica — e, portanto, mais radical — dos apoiadores de Bolsonaro.
Enquanto o estudo mostra que Nikolas “consolida-se como fenômeno de massa”, o pré-candidato da família tem peso comparado ao de Michelle, mas sem a “emoção positiva” e o papel de “ponte” entre as vertentes bolsonaristas.
A boa notícia ao clã, é que todos os nomes juntos parecem se completar na missão de garantir que o curral criado por Jair Bolsonaro siga fiel ao núcleo familiar.
Todo o “poder de fogo” de Nikolas e os integrantes da família Bolsonaro, no entanto, está preso exclusivamente ao universo da bolha bolsonarista. Não há contato com eleitores de outras correntes.
“O ecossistema analisado demonstra grande capacidade de mobilização, porém enfrenta um limite estrutural: excesso de bolha e baixa diversidade de audiência”, diz o estudo.
Para quem precisa estar no segundo turno das eleições, talvez seja suficiente.
O levantamento analisa os personagens individualmente:
- Nikolas Ferreira
é o maior ativo algorítmico do campo, mas precisa ampliar público para sustentar influência transversal. - Michelle Bolsonaro
é o perfil mais estratégico para expansão qualificada, aceitação e diálogo externo. - Eduardo e Carlos Bolsonaro
sustentam a base ideológica e a militância ativa. - Flávio Bolsonaro
possui volume expressivo, mas carece de narrativa emocional para converter influência real.
Responsável pelo estudo, Alek Maracajá desdobra os dados:
Qual foi o principal achado do estudo?
“O dado mais sensível é que engajamento alto não significa influência ampliada. Em alguns perfis, menos da metade da base realmente se move.”
Isso significa seguidores falsos?
“Não necessariamente. O problema não é fake. É ter milhões de seguidores reais que não interagem, não comentam e não ajudam na distribuição do conteúdo.”
Quem está melhor posicionado digitalmente hoje?
“A Michelle Bolsonaro aparece com a base mais saudável e menor rejeição. Já o Nikolas é o maior motor de engajamento, mas com forte efeito bolha.”
E os filhos de Bolsonaro?
“Carlos e Eduardo são perfis de trincheira: ótimos para mobilizar a base, fracos para expandir. Flávio tem volume, mas baixa ativação.”
Qual o risco estratégico disso?
“O risco é confundir barulho com alcance real. O algoritmo responde a movimento, não a tamanho histórico de base.”





