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‘Para combater as máfias, é preciso empobrecê-las’, diz especialista Antonio Nicaso

Professor e autor de mais de trinta livros sobre organizações criminosas, italiano falou com exclusividade a VEJA sobre a atuação dos grupos brasileiros

Por Heitor Mazzoco Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jan 2026, 15h44 • Atualizado em 30 jan 2026, 15h44
  • Antonio Nicaso nasceu em 1964 na Calábria, estado italiano de origem de uma das maiores organizações mafiosas do mundo: a ‘Ndrangheta. Ele é professor universitário e escritor especializado em assunto de máfia — escreveu mais de trinta livros sobre o assunto, entre eles um dos mais conhecidos sobre o tema, Máfia Global – a Nova Ordem Mundial pelo Crime Organizado, de 1995. Ele também integra institutos internacionais, comitês científicos e leciona em universidades do Canadá, onde vive atualmente.

    Nas últimas décadas, o especialista se deparou com o Primeiro Comando da Capital (PCC), grupo criminoso organizado brasileiro que se tornou parceiro de diversas organizações mafiosas, o que inclui a calabresa ‘Ndrangheta, para o envio de entorpecentes à Europa a partir do porto de Santos. “Obviamente, os relacionamentos com o PCC foram criados graças à estratégia da ‘Ndrangheta de diversificar os portos que eram utilizados para as expedições à Europa. Então, foram identificados diversos portos no Brasil, entre os quais o de Santos, que é um dos portos mais importantes para a expedição de cocaína”, afirma.

    Nicaso também cita que os mafiosos — tanto na Europa quanto no Brasil — são inteligentes e buscam sempre utilizar novas tecnologias para operações ilícitas, como o uso de inteligência artificial. O especialista falou com VEJA por quase uma hora, por telefone. Leia os principais trechos abaixo:

    Vimos que as máfias italianas conquistaram espaço no poder político através de contratos e cargos do Legislativo, Executivo.  O PCC, no Brasil, seguiu a mesma lógica que as máfias. Isso demonstra fragilidade do Estado na luta contra as organizações criminosas? Sim, a força das máfias é diretamente proporcional à fragilidade da política. O PCC é uma espécie de irmão mais novo da ‘Ndrangheta, porque teve professores mafiosos em 1992, 1993, quando conheceu expoentes da Camorra, que estavam presos em São Paulo. De alguma forma, o PCC aprendeu a estrutura criminal, o simbolismo, a violência ritual e, sobretudo, a importância da capacidade relacional, ou seja, a capacidade de fazer o sistema. As máfias sem o relacionamento com o poder seriam como o café sem a cafeína e não é possível imaginá-las e pensá-las fora do relacionamento com o poder. O PCC demonstra claramente, em um grande país como o Brasil, que consegue se expandir com uma estratégia que é similar à de muitas outras organizações criminosas. Então, o PCC, que nasceu como uma organização de autodefesa na prisão, durante quase trinta anos conseguiu se tornar uma das organizações mais fortes, mais ramificadas que existem hoje no mundo, e graças aos erros da política. E a mesma coisa aconteceu com o Comando Vermelho, no Rio de Janeiro, e o estado não teve a força para resistir e permaneceu em paz com essas organizações. No momento em que acontece a paz, quando se diz, ‘ok, se vocês evitarem barulho, de incendiar ônibus, de usar a violência, nós estamos dispostos a fazer isso’, significa reconhecê-los, significa legitimá-los, significa, de alguma forma, acreditá-los, como interlocutores, e isso aconteceu no Brasil, aconteceu na Itália. E quando as máfias são legitimadas, são acreditadas pelo poder, elas se tornam sempre mais fortes.

    No Brasil, além do PCC, temos o Comando Vermelho e algumas milícias, que são, digamos, pequenos grupos mafiosos. Eles têm o mesmo pensamento dos grandes grupos mafiosos, como ‘Ndrangheta, Camorra ou Cosa Nostra? Sim, eles têm as mesmas estratégias. O que é preciso entender é isso: as organizações criminosas usam a violência, porque a violência é o único jeito de se legitimar, mas depois, quando começam a corromper, a infiltrar-se nas instituições, tendem a fazer o que hoje faz a ‘Ndrangheta. Usa a violência apenas quando é necessário, então é muito mais difícil combatê-la,  porque a ‘Ndrangheta hoje se infiltra, se expande, mas não usa a violência, porque a violência que usou antes deu-lhe uma espécie de reputação,  porque todos sabem que a ‘Ndrangheta é capaz de usar a violência, sabem que é uma organização temível e é respeitada por outras organizações criminosas. É isso o que vai acontecer com o Primeiro Comando da Capital, que está se tornando sempre mais poderoso. Então vai chegar um momento em que vai tentar evitar a violência, porque a violência sempre cria alarme social, causa uma reação forte das forças de segurança, das forças de polícia, da atenção da mídia, e o que eles querem não é a atenção da mídia, não é a atenção da polícia, mas um ambiente em que eles podem se mover sem fazer barulho, sem que sejam notados.

    Esses grupos criminosos operam no tráfico de drogas, que as pessoas pensam ser único meio de ganho dos criminosos, mas isso não é uma realidade. Há também negócios lícitos, para lavagem de dinheiro, por exemplo? Hoje o grande problema é distinguir os investimentos legais dos investimentos ilegais. Hoje, as máfias não são apenas traficantes de drogas ou de armas, elas têm muita liquidez e investem. O problema hoje é que poucos se perguntam se o dinheiro que é investido é de proveniência ilícita, porque o dinheiro das máfias entra com uma facilidade impressionante na economia legal. Existem países que procuram esse tipo de economia, não a rejeitam. E essa é a força das máfias, que tendem sempre mais a se normalizar, porque sabem ter algo que o mercado hoje requer, que é o dinheiro, é o investimento. O dinheiro do tráfico de drogas, do tráfico de armas e de muitas outras atividades ilícitas está se tornando um componente estrutural do capitalismo financeiro. Existem poucos países que realmente lutam contra a lavagem de dinheiro. Muitos usam apenas o aspecto militar, ou seja, prender os traficantes de drogas, prender os assassinos, mas não vão além, porque para ir além deveriam investigar as bancas, os profissionais que ajudam os mafiosos a lavar dinheiro. E penso nos advogados, nos comerciantes, nos trabalhadores de todos os tipos. E se nota também nas análises que se fazem em todo o mundo, o dinheiro confiscado é menos do que 2% da riqueza das máfias. Não fazemos muito, fazemos pouquíssimo. Conseguimos sequestrar 10%, 15% da droga que chega no mercado, conseguimos prender dezenas, centenas de narcotraficantes, mas não conseguimos realmente fazer muito com relação à lavagem de dinheiro.

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    “Hoje, as máfias não são apenas traficantes de drogas ou de armas, elas têm muita liquidez e investem. O problema é que poucos se perguntam se o dinheiro que é investido é de proveniência ilícita, porque o dinheiro das máfias entra com uma facilidade impressionante na economia legal. Existem países que procuram esse tipo de economia, não a rejeitam. E essa é a força das máfias”

    Antonio Nicaso, professor e escritor

    Faz lembrar de Giovanni Falcone (magistrado italiano assassinado pela Cosa Nostra em maio de 1992), que falava sobre seguir o dinheiro, o follow the money? Mesmo que hoje existam redes criminosas chinesas que possuam 90% do mercado, o que fazem é transferir as garantias, mas não o dinheiro, que fica firme em um país. Talvez alguém o deposite no Brasil e lhe diga que esses 5 milhões devem estar na Colômbia. O dinheiro não se movimenta, as garantias se movimentam, porque na Colômbia há outra parte da mesma organização que lhe dá esses 5 milhões para usar na Colômbia, porque há uma espécie de sistema de bancos submersos que se baseiam nas garantias, nos créditos, nas compensações dos créditos. Então é muito mais difícil porque o dinheiro não se movimenta, então não podemos nem seguir, porque essas redes criminosas chinesas hoje são capazes de mover capitais de um continente para o outro sem movê-los fisicamente.

    Mortos pela máfia: os magistrados Falcone e Borsellino estremeceram a Cosa Nostra
    Mortos pela máfia: os magistrados Giovanni Falcone e Paolo Borsellino estremeceram a Cosa Nostra (Enzo Brai / Mondadori/Getty Images)

    Hoje, os Estados do Brasil e Itália, por exemplo, têm perdido a guerra para o crime organizado? Digamos que, para usar um termo esportivo, estamos empatados, mas poderíamos fazer mais, mas não fazemos, porque para combater realmente as máfias precisamos empobrecê-las.  Precisamos anular as assimetrias normativas. Uma lei não pode ser eficaz em um país e menos eficaz em outro, não pode ser um lugar onde a lavagem de dinheiro é ignorada e um lugar onde a lavagem de dinheiro é combatida, porque hoje as máfias se expandem, vão aonde encontram menos resistência. E, ao não criar uma normativa eficaz, mas ao mesmo tempo global, é difícil pensar em vencer esta partida, porque talvez vencemos em um lugar, mas perdemos em outro, e isso as máfias entenderam, ou seja, as máfias se globalizaram. Não basta só prender os mafiosos, precisamos investir muito mais nas escolas, por exemplo, para criar mais consciência.

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    “Digamos que, para usar um termo esportivo, estamos empatado na guerra contra o crime organizado. Poderíamos fazer mais, mas não fazemos, porque para combater realmente as máfias precisamos empobrecê-las”

    Antonio Nicaso, professor e escritor

    Fala-se muito, hoje, na ‘Ndrangheta, mas as outras duas famosas em todo o mundo, Camorra e Cosa Nostra siciliana operam como no passado? Não operam como no passado, mas são muito fortes. No caso da máfia siciliana, que há um tempo era guiada por um boss (chefe), como Totò Riina, como Bernardo Provenzano, agora está se tornando mais democrática e menos ditatorial na gestão. E então superou aquela fase que forçou o Estado a reagir e a prender todos os corleoneses. Mas é uma máfia, ou são clãs mafiosos, que estão voltando às velhas atitudes. Então, se nota muito mais cocaína que chega na Sicília, se nota que algumas famílias compram armas através da dark web e não há mais uma cúpula com um chefe dos chefes. Hoje há muitas organizações que têm um chefe e têm um território e então procuram evitar que existem e procuram se mover na retaguarda. Então, a essas se adicionam outras máfias, como de Foggia, na Puglia, que é muito violenta, muito forte, está se tornando sempre mais forte. Então, quando se pensa na Itália, não se deve pensar apenas na ‘Ndrangheta, mas se deve pensar em outras organizações criminosas, mesmo que a ‘Ndrangheta, hoje, seja a organização mais rica, a organização mais potente, mas as outras não são menos e, sobretudo, a máfia siciliana está recuperando todo o terreno que perdeu.

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    No começo dos anos 1990, o PCC teve primeiros contatos com a Camorra, o que influenciou o grupo criminoso (//Reprodução)

    Voltando ao Brasil, o PCC pode ser chamado de máfia brasileira? O PCC é uma organização mafiosa? Sim, tem todas as características de organização mafiosa. Há momentos em que a sua violência foi eversiva, assim como, em alguns momentos, a máfia siciliana também foi eversiva, mas, hoje, tem todas as características da associação mafiosa, sobretudo porque a sua estratégia é a de infiltrar as instituições, de corrompê-la e, portanto, de entrar em relação com o poder. Obviamente, existem diferenças, mas, no geral, é possível definir a associação mafiosa, porque é muito similar às organizações mafiosas.

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    Por que essa boa relação entre PCC e ‘Ndrangheta? Então, é preciso entender que foi no Brasil que a ‘Ndrangheta demonstrou que tinha uma grande força no narcotráfico, porque em 1994 houve uma operação, conhecida como Operação Fortaleza, que apreendeu várias centenas de quilos de cocaína. Na ocasião, Rocco Morabito escapou de ser preso. Anos depois acabou sendo encontrado no Brasil após fugir de uma prisão em Montevidéu. E no Brasil, a ‘Ndrangheta demonstrou que tinha essa força econômica, porque antes da Operação Fortaleza, as apreensões eram de poucos quilos de cocaína, enquanto essa foi a primeira apreensão conhecida ligada à ‘Ndrangheta. Então, a ‘Ndrangheta estava presente no Brasil há pelo menos 30 anos. Obviamente, os relacionamentos com o PCC foram criados graças à estratégia da ‘Ndrangheta de diversificar os portos que eram utilizados para as expedições à Europa. Então, foram identificados diversos portos no Brasil, entre os quais o de Santos, que é um dos portos mais importantes para a expedição de cocaína na Europa. E lá foram criados os relacionamentos, porque a ‘Ndrangheta começou a utilizar o porto de Santos, e agora utiliza também Guayaquil (Equador), mas começou a utilizar outros portos, como Fortaleza. E esse foi o motivo pelo qual o PCC e a ‘Ndrangheta conseguiram ter relacionamentos que foram documentados. No Brasil, foram presos Rocco Morabito, Nicola e Patrick Assisi, pai e filho, ligados à ‘Ndrangheta e foram presos integrantes do PCC.

    Nos últimos dez anos vimos o uso da tecnologia por parte das máfias, do PCC, do Comando Vermelho aumentar. Pode citar alguns exemplos que o senhor viu em suas pesquisas? Eu penso que são criminosos inteligentes. O Primeiro Comando da Capital é uma dessas organizações que conseguiu acolher rapidamente o uso tecnológico. E eu utilizei duas pesquisas. Em 2018, durante a operação European ‘Ndrangheta Connections, que foi conduzida na Holanda, na Bélgica, na Alemanha, em Luxemburgo e na Itália, e surgiu um caso de um calabrês que estava prestes a pagar uma remessa de cocaína aos narcotraficantes brasileiros por meio de bitcoin. Mas na época os narcotraficantes brasileiros ligados ao PCC não sabiam gestar esse tipo de transação. Poucos anos depois, a mesma organização (PCC) tinha adquirido total consciência das oportunidades oferecidas pelas criptomoedas. Então, em pouco tempo, outra operação descobriu que eles estavam aptos a receber pagamentos em criptomoedas. E isso aconteceu também no Brasil, porque, por exemplo, em 2021, durante as investigações sobre o homicídio de Anselmo Becheli Santa Fausta, ou Cara Preta, que era um dos mais influentes do PCC, a polícia brasileira descobriu várias transações em bitcoin que eram feitas pelo Cara Preta. Mais importante foi quando foram congelados mais de 8 bilhões de reais, em uma operação, que acabou desmascarando um sistema de lavagem de dinheiro gestado pelo PCC, que usava uma sociedade de criptomoedas e até mesmo uma banca virtual para esconder os provenientes do narcotráfico. Então, digamos que o PCC, nos últimos anos, demonstrou que tem muito conhecimento com as novas tecnologias. Obviamente, graças aos profissionais que facilitaram essas operações. Porque temos que lembrar que as máfias nem sempre são competentes, afinal, muitas vezes são escassamente competentes, mas compensam a incompetência com a aquisição de profissionais. Então, digamos que deveria fazer mais para combatê-los tanto na Itália quanto no Brasil, porque a ‘Ndrangheta e o PCC demonstraram que têm conhecimento com as novas tecnologias e o estado deveria fazer muito mais para se equiparar. Eu digo que deveria utilizar a inteligência artificial, os algoritmos, deveriam utilizar tudo o que as novas tecnologias colocam à disposição para combater as máfias também no domínio digital.

    Qual a história do colaborador, ex-mafioso, Nicola Toffanin, primeiro a deletar a ‘Ndrangheta no Vêneto? Eu falei com Nicola Toffanin e ele me disse que, logo que foi anunciada a criação do bitcoin, uma família da ‘Ndrangheta, da Província de Crotone, na Calabria, o encarregou de fazer uma avaliação sobre a bitcoin. Na época, a bitcoin valia pouquíssimo, então eles decidiram não investir naquele momento. Depois eles o fizeram, mas, naquele momento, eles decidiram não investir, porque o dinheiro que precisava gastar para comprar computadores e para explorar aquele mercado era superior aos lucros, disse Toffanin. Mas, hoje, aquela área territorial é uma das mais importantes na Itália para extração de criptomoedas.  Há aquela operação que, em inglês, se chama mining, para dispor de computadores sofisticados que têm um grande gasto de energia para resolver cálculos complicados e ter como prêmio as criptomoedas. E aquela parece ser a região na Itália onde se consome mais energia, o que demonstra que aquela é uma situação anômala, porque não há fábricas, não há empresas para justificar aquele tipo de consumo. E a única possibilidade é que os computadores seriam usados para minar as criptomoedas. É interessante porque, quando ninguém sabia de criptomoedas, essa família da ‘Ndrangheta diz: ‘vai e veja se vale a pena investir’. A história de Toffanin é importante porque muitas vezes as máfias têm um olhar distante, enquanto a política tem um olhar míope, não consegue ver as coisas como as organizações criminais.

    Há possibilidade de os grupos criminosos utilizarem a inteligência artificial para crimes? Sim. Há relatórios da Europol em que se diz que o perigo é que a inteligência artificial possa criar redes criminosas autônomas. O que significa que, antes, uma organização criminosa precisava de um advogado, precisava de um comerciante, precisava de alguém para corromper em um porto, agora, essas figuras podem ser criadas pela inteligência artificial. Então, por exemplo, se eu devo investir dinheiro, a inteligência artificial me diz onde investir, onde encontro menos resistência, em qual setor posso investir. E, até mesmo, posso pedir para simular uma rota mais segura para o narcotráfico. Então, de uma forma ou de outra, ganha quem consegue ter mais capacidade de armazenamento dos dados e mais capacidade de cálculo desses dados.

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    No Brasil há uma proposta do presidente Lula para ampliar o poder da Polícia Federal para investigações contra o narcotráfico. Temos a necessidade de ampliar o número de agentes da Polícia Federal? Sim, é importante aumentar o número de agentes porque devemos sempre lembrar que o Brasil é um Estado com dimensões continentais. O Brasil é maior que a Europa, mas há necessidade também de boas práticas, de leis capazes de combater a corrupção, de combater a lavagem de dinheiro, porque ter mais agentes e não ter leis adequadas para combater determinados fenômenos não vale nada.

    Com atividade ilícita no mundo digital, o Estado deve regulamentar, por exemplo, as redes sociais, as criptomoedas? Sim, é fundamental, porque hoje, como disse Kant, o iluminismo é a saída do homem do Estado da menoridade. Hoje, isso significa saber governar a tecnologia sem ser governado. A via de meio é aquela de regulamentar a inteligência artificial, as novas tecnologias que não podem estar apenas nas mãos do setor privado. Não podemos dizer que façam tudo o que querem. As coisas devem ser gestadas, controladas, não com a obsessão chinesa da segurança de massa, mas nem com o liberalismo que os americanos espreitam. Temos de encontrar um equilíbrio entre reserva e segurança. E a segurança deve prevalecer, porque no meio está a segurança dos cidadãos e a segurança do Estado.

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