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Os antecedentes violentos dos acusados de estupro coletivo no Rio

Dois dos cinco envolvidos no crime já foram suspensos e advertidos no colégio onde estudam, um dos mais tradicionais da cidade

Por Luiza Zubelli, Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 mar 2026, 17h10 • Atualizado em 4 mar 2026, 11h48
  • Dois dos cinco jovens indiciados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, já receberam advertências e suspensões por comportamento inadequado no Colégio Pedro II, na unidade Humaitá II, onde estudam. Além do histórico de má conduta, Victor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e um menor, de 17, suposto ex-namorado da vítima, também respondem a um processo disciplinar que investiga um episódio de agressão dentro da própria escola.

    A reitoria do Colégio Pedro II e a direção do campus Humaitá II esclareceram que um novo processo administrativo foi aberto. O procedimento pode resultar na expulsão dos estudantes. Em nota, a escola reiterou que “repudia toda forma de violência” e disse que todos estão “indignados com o ocorrido”.

    O estupro aconteceu no dia 31 de janeiro, em um apartamento no nobre bairro carioca. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18, João Gabriel Bertho Xavier, 19, e Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19, são considerados autores do crime. Menor de idade, o adolescente de 17 anos envolvido no caso foi alvo de um mandado de busca e apreensão e é investigado. O inquérito é supervisionado pela Vara da Infância e da Adolescência.

    Denúncia e investigações

    A vítima procurou a 12.ª DP (Copacabana) para prestar queixa. Ela fez exame de corpo de delito, que identificou lesões compatíveis com violência física, incluindo infiltrado hemorrágico (acúmulo de sangue), escoriação na região genital e sangramento vaginal. Manchas nas regiões dorsal e glútea também foram detectadas. Materiais biológicos foram coletados para exames genéticos.

    O Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou uma denúncia por estupro com concurso de pessoas. O Tribunal de Justiça, então, expediu mandados de prisão preventiva pela 1.ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes. No sábado, a polícia deflagrou a operação “Não é Não” para cumprir a ordem, mas nenhum dos quatro jovens foi encontrado.

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