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Operação da Polícia Civil em São Paulo prende 233 agressores de mulheres

Força-tarefa se dá em meio à alta de feminicídios no estado; combate à violência contra a mulher é prioridade da gestão Tarcísio de Freitas, diz secretário

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 dez 2025, 12h53 • Atualizado em 30 dez 2025, 12h55
  • O governo de São Paulo realiza nesta terça-feira, 30, uma operação integrada contra agressores de mulheres que já prendeu ao menos 233 pessoas em todo o estado até o início da tarde. O anúncio foi feito pelo secretário de Segurança, Osvaldo Nico Gonçalves.

    A ação “Ano Novo, Vida Nova” cumpre cerca de 1.400 mandados expedidos pela Justiça desde a noite de segunda, 29, e é coordenada pela pasta, por meio da Polícia Civil, que conta com o apoio da Secretaria de Políticas para a Mulher.

    “São 233 [pessoas presas], mas esse número ainda vai subir. Tem gente ainda mandando as informações, viaturas chegando, isso em todo o estado”, disse o secretário, afirmando que as prisões foram relativas, em sua maioria, a pessoas condenadas que descumpriram medidas cautelares.

    Ao todo, cerca de 1.700 policiais e 1.000 viaturas estão mobilizados para a força-tarefa contra a violência doméstica no estado.

    “É a resposta para os agressores que imaginavam que poderiam ficar na impunidade”, afirmou a coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), a delegada Cristiane Braga, durante a coletiva.

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    Violência contra a mulher

    A operação deflagrada nesta semana integra a estratégia do governo de São Paulo no enfrentamento permanente à violência contra a mulher, unindo ações repressivas, prevenção e políticas públicas de proteção. O objetivo, diz o Executivo estadual, é ampliar a segurança das mulheres, interromper ciclos de violência e assegurar o cumprimento rigoroso das decisões judiciais.

    A força-tarefa se dá em meio à alta de casos de feminicídios no estado. Apenas em 2025, a cidade de São Paulo teve o maior número desse tipo de crime desde que a série histórica foi iniciada, em 2015.

    O secretário Nico Gonçalves citou o caso da jovem Tainara Souza Santos, que morreu após ser arrastada por 1 quilômetro ao longo da Marginal Tietê, na capital paulista, presa sob o carro do ex-namorado Douglas Alves da Silva, de 26 anos, que a atropelou após uma discussão. Tainara passou 25 dias internada em estado grave e teve as duas pernas amputadas.

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    “Fiquei muito sensibilizado, e ainda falo, pedimos um empenho dos policiais, no caso da Tainara, que foi covardemente assassinada. Ninguém quer isso”, disse o secretário da Segurança Pública.

    O delegado também afirmou que o combate à violência contra a mulher tem sido uma prioridade do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    “O governador está pedindo pra gente operação todo dia. Todo dia ele me pergunta ‘Como está o caso do feminício? Vamos abaixar’. Porque nós conseguimos todos os indicadores baixar bastante, todos os indicativos, conseguimos a diminuição. Temos ainda que acertar no feminicídio. O que nós vamos fazer? Não vamos dar trégua”, disse Gonçalves.

    A ação conta com o apoio direto da Secretaria de Políticas para a Mulher. “Nosso compromisso é agir antes que a violência aconteça. Queremos encerrar o ano com mais vidas protegidas, porque cada agressor capturado significa mais uma família livre da violência. Prioridade absoluta do Estado de São Paulo”, disse Adriana Liporoni, secretária de Políticas para a Mulher.

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