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Operação da Lava Jato mira Horacio Cartes, ex-presidente do Paraguai

Cartes tem mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz Marcelo Bretas. Agentes buscam pessoas envolvidas em crimes do doleiro Dario Messer

A Lava Jato do Rio de Janeiro cumpre mandados na manhã desta terça-feira 19 em um desdobramento da Operação Câmbio, Desligo. Segundo informações da Globo News, um dos alvos da ação é o ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes, que tem um mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz Marcelo Bretas.

Ao menos uma pessoa já foi presa nesta manhã: o doleiro Najun Azario Flato Turner. Os suspeitos são acusados de terem ajudado Dario Messer – o “doleiro dos doleiros”, preso em julho – de ocultar patrimônio e fugir. A operação foi batizada com o nome “Patrón”, referência à maneira como Messer se referia a Cartes.

Horacio Cartes foi presidente do Paraguai entre 2013 e 2018, quando renunciou ao cargo para assumir uma vaga no Senado. Além da política, é empresário da indústria de tabaco e marcou época como presidente do Club Libertad, um dos principais times do futebol paraguaio.

De acordo com a PF, a investigação identificou cerca de 20 milhões de dólares ocultados de Dario Messer, sendo mais de 17 milhões de dólares em um banco nas Bahamas e o restante distribuído no Paraguai entre doleiros, casas de câmbio, empresários, políticos e uma advogada.

Bretas emitiu 37 mandados judiciais, sendo 17 de prisão preventiva, 3 de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. As ordens são cumpridas no Rio de Janeiro, em Armação dos Búzios (RJ), na Grande São Paulo, e Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai.

A “câmbio, desligo” foi deflagrada em 3 de maio de 2018 contra um grandioso esquema de movimentação de recursos ilícitos no Brasil e no exterior por meio de operações dólar-cabo, entregas de dinheiro em espécie, pagamentos de boletos e compra e venda de cheques de comércio.

A delação dos doleiros Vinícius Vieira Barreto Claret, o Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, resultou na operação. A ação tinha como principal alvo Dario Messer, apontado como controlador de um banco em Antígua e Barbuda. Ele era citado pelas delações de Juca e Tony.