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OMS classifica herbicidas usados no Brasil como prováveis causadores de câncer

Revisão, publicada no The Lancet Oncology, reuniu 22 cientistas de 12 países

Por Valentina Rocha Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 dez 2025, 17h06 •
  • A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou, nesta sexta-feira, 28, novas avaliações que classificam a atrazina e alachlor, dois herbicidas amplamente usados no Brasil, como substâncias cancerígenas para humanos. A decisão se baseia em evidência em animais, mecanismos biológicos e estudos que indicam associação com tumores em humanos. A revisão, publicada no The Lancet Oncology, reuniu 22 cientistas de 12 países.

    Muito utilizada em lavouras de milho, sorgo e cana-de-açúcar, a atrazina, foi associada ao aumento do risco de linfoma não Hodgkin com translocação de cromossômo. Já o alachlor apresentou relação dose–resposta com câncer de laringe em estudo com aplicadores de pesticidas. Nos dois, a pesquisa apontou evidências de câncer em animais, estresse oxidativo, imunossupressão, inflamação e alterações hormonais. O fungicida vinclozolin, ainda utilizado em alguns países, foi classificado como “possivelmente carcinogênico”, parte do Grupo 2B.

    “Esses resultados precisam orientar políticas públicas e medidas de proteção, especialmente para trabalhadores rurais. A reclassificação reforça a necessidade de monitoramento rigoroso e revisão dos limites de segurança”, afirma o oncologista Dr. Daniel Musse.

    De acordo com a agência, os trabalhadores de fábricas e da agricultura são os mais expostos, principalmente por inalação e contato direto. Na população geral, a exposição ocorre principalmente por água potável contaminada e alimentos. A atualização deve pressionar agências reguladoras de vários países, incluindo ANVISA e IBAMA, a reavaliar limites de resíduos permitidos e revisar diretrizes de uso agrícola.

    O relatório completo será publicado no Volume 140 das Monografias da IARC em 2026, que incluirá detalhes das análises laboratoriais, estudos epidemiológicos e mecanismos carcinogênicos.

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