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O que se sabe sobre o trio de enfermeiros suspeitos de matar três pacientes no DF

Polícia ainda não descobriu motivação, mas afirma que vídeos comprovam ações de criminosos; uma das vítimas foi morta por desinfetante na veia

Por Pedro Jordão Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jan 2026, 19h36 • Atualizado em 22 jan 2026, 11h47
  • Três técnicos de enfermagem foram presos sob a suspeita de terem assassinado três pacientes que estavam internados em um hospital onde eles trabalhavam no Distrito Federal. Eles administraram medicamentos na veia das vítimas, provocando paradas cardíacas fatais, segundo a polícia.

    Os técnicos de enfermagem Marcos Vinícius Silva, 24, Marcela Camilly Alves, 22, e Amanda Rodrigues de Sousa, 28, trabalhavam no Hospital Anchieta, em Taguatinga, e são suspeitos de terem matado três pacientes que estavam internados na UTI da unidade.

    De acordo com a Polícia Civil de Brasília, Marcos Vinícius Silva entrou indevidamente no sistema de prescrição de medicamentos do hospital, pelo login de um médico, e prescreveu substância que poderia matar para os pacientes. Ele aplicou os medicamentos na veia dos pacientes, e as técnicas ficaram vigiando para ninguém entrar no quarto ou se aproximar do leito.

    Duas mortes ocorreram no dia 17 de novembro. Na última, no dia 1° de dezembro, o técnico de enfermagem já não conseguiu ter acesso à substância e aplicou, por dez vezes, um desinfetante na veia da vítima até ela morrer.

    As ações das três mortes foram registradas por câmeras de segurança. Em depoimento à polícia, o técnico, inicialmente, negou a autoria do crime. No entanto, após os agentes mostrarem as imagens das câmeras, ele confessou o crime, segundo as autoridades.

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    “Existem elementos convincentes de que o técnico de enfermagem se passou pelo médico, entrou no sistema, que estava aberto, o qual faz a prescrição dos medicamentos no hospital, ele entrou duas vezes, e, se passando pelo médico, ele prescreveu esse medicamento. Ele também foi até a farmácia, buscou os medicamentos, preparou-os, os escondeu no jaleco e os aplicou na veia dos pacientes”, disse o delegado Wisllei Salomão, que coordena a investigação, em coletiva de imprensa.

    Ainda segundo Salomão, os técnicos aguardavam as paradas cardíacas ocorrerem e, quando mais profissionais de saúde chegavam à sala, eles aplicavam massagens cardíacas nas vítimas para fingir que tentavam salvá-las.

    “A conduta das técnicas de enfermagem: elas foram negligentes. Elas sabiam qual era a substância que ele estava usando, tanto o medicamento quanto o desinfetante, elas sabiam que a aplicação direta na veia daqueles produtos poderia causar a morte e, mesmo assim, elas não intervieram e não fizeram nada. Elas estavam nos leitos dessas pessoas, elas viram [as aplicações], elas, inclusive, nas filmagens, demonstraram que olhavam a porta para impedir que terceiros entrassem”, explicou Salomão.

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    Mais vítimas

    O delegado ainda afirmou que existe a possibilidade de haver outras vítimas, no entanto, a polícia nega que outras vinte mortes já estejam sendo apuradas — como apontado por outros veículos de imprensa. “A gente vai investigar se existem outras vítimas naquele hospital, como também se existem vítimas nos [outros] hospitais onde esses técnicos de enfermagem trabalharam. Eles trabalham por cerca de cinco anos em hospitais diversos, privados e públicos”, disse.

    A motivação do crime ainda não foi descoberta pela polícia. Os três suspeitos vão responder por homicídio qualificado, e a pena para esses crimes é de doze a trinta anos de prisão. Eles foram presos preventivamente nos dias 12 e 15 de janeiro.

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