O que foi apreendido pela PF em operação contra aplicações do Rioprevidência no Master
Lista de apreensões conta com dois veículos de luxo, notebooks, celulares, documentos físicos e digitais e mais de R$ 10.000 em espécie
A Polícia Federal (PF) divulgou uma lista de itens apreendidos durante a Operação Barco de Papel, deflagrada na manhã desta sexta-feira para apurar a suspeita de crimes contra o sistema financeiro no Rioprevidência, autarquia responsável pela gestão das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro. O caso envolve aplicações de quase R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master.
Parte das apreensões aconteceu em Botafogo, em uma residência atribuída ao presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes. Ali, foram apreendidos, segundo a PF, um veículo de luxo blindado, 7.000 reais em espécie, um pendrive, um relógio e outros documentos.
A PF ainda cumpriu mandados de busca e apreensão em outras duas residências, nos bairros da Gávea e Urca. Nas duas somadas, a PF apreendeu outro veículo de luxo, mais 3.500 reais em espécie, dois celulares e dois notebooks, um pendrive, um HD externo e outros documentos.
O Rioprevidência é o fundo de aposentadorias dos servidores do estado do Rio de Janeiro. Segundo os investigadores, a entidade aplicou, no total, 2,6 bilhões de reais em ativos vinculados ao Grupo Master.
Tal montante foi investido de novembro de 2023 até julho de 2025 e representa mais de 25% dos recursos aplicados pela autarquia.
A conduta levantou suspeitas à PF em meio às irregularidades apontadas sobre o Banco Master e agora se volta também para a instituição fluminense, acusada de ignorar alertas do Tribunal de Contas do estado e princípios de prudência, ao concentrar largo montante em ativos de alto risco.





