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O ‘puxão de orelha’ de Doria em Lula após desabafo do petista sobre eleições

Recado foi transmitido a Edinho Silva, presidente do PT, durante almoço do LIDE nesta segunda-feira, 9

Por Laísa Dall'Agnol Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 fev 2026, 19h49 • Atualizado em 10 fev 2026, 07h52
  • O ex-governador de São Paulo João Doria mandou um recado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva após declarações feitas pelo petista sobre a beligerância da disputa eleitoral deste ano.

    O “puxão de orelha” foi transmitido ao presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, durante almoço promovido pelo LIDE — Grupo de Líderes Empresariais, na tarde desta segunda-feira, 9, em São Paulo. Edinho foi o primeiro líder partidário a participar da série de encontros “Cenários do Brasil em 2026”, que receberá outros caciques ao longo dos próximos meses.

    “Me chamou a atenção no discurso do presidente Lula (…) uma frase que você, Edinho, não diria. Como eu sei que você dialoga bem com o presidente, e ele lhe ouve, vou tomar a liberdade aqui de pedir a você que sugira ao presidente que não use mais a expressão ‘guerra’”, disse Doria ao comentar as falas do petista.

    Durante o aniversário de 46 anos do PT, em Salvador, no último sábado, 7, Lula disse que a eleição de 2026 será “uma guerra” e que o “Lulinha paz e amor” acabou. O evento foi marcado por cobranças do presidente ao partido e críticas a disputas internas na legenda.

    “Nós não teremos uma guerra na eleição, nós teremos uma disputa. É diferente. Ao expressar a palavra ‘guerra’, você estimula que o outro lado também assuma que vai enfrentar uma guerra”, explicou-se Doria.

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    O ex-tucano acrescentou que a declaração, partindo de um presidente da República, dá liberdade a outros, principalmente “aos extremistas”, de usarem a mesma expressão.

    “Eleição é o momento em que todos os brasileiros poderão votar livremente e escolher pela manutenção do atual governo ou eventualmente das mudanças, mas sem guerra. Tudo o que nós não precisamos é de guerra”, finalizou o empresário, assinalando a Edinho que, mesmo ambos sendo de partidos distintos — Doria foi filiado ao PSDB —, nunca se ofenderam e nunca brigaram.

    Afagos

    Doria ainda mencionou sua gestão como governador de São Paulo (2019-2022), lembrando especialmente do protagonismo do estado frente à pandemia de Covid-19. O ex-mandatário elogiou o trabalho feito tanto por Edinho — que à época era prefeito de Araraquara — quanto pelo atual ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, que também participou do almoço. Na pandemia, o agora auxiliar de Lula era governador do Piauí e coordenava as discussões sobre vacinas contra Covid no Fórum de Governadores. O grupo de chefes dos executivos estaduais atuou, principalmente, na cobrança do então governo Jair Bolsonaro para a expansão da vacinação contra a doença, além de pleitear o apoio a medidas preventivas.

     

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