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O ‘efeito picanha’ no aumento da desaprovação de Lula na Bahia

Estado que deu vitória esmagadora ao petista na eleição registra surpreendentes índices de rejeição ao presidente

Por Hugo Marques Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 1 mar 2025, 17h48 •
  • No segundo turno das eleições de 2022, o presidente Lula obteve 72% dos votos válidos na Bahia, uma vitória esmagadora sobre o candidato Jair Bolsonaro. Esse cenário já não é mais o mesmo. Uma pesquisa da Genial/Quaest mostrou que a desaprovação do mandatário superou a aprovação no estado. Lula é reprovado por 51% dos eleitores baianos. Em dezembro, esse índice era de  33%.

    O índice de rejeição de Lula em um território dominado pelo PT há anos chamou a atenção dos pesquisadores. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, disse a VEJA que a desaprovação está diretamente vinculada ao preço dos alimentos. “O povo votou em Lula para comer picanha e não consegue comprar ovo”, ressalta Nunes. E acrescenta: “E foi o próprio presidente que chamou essa responsabilidade para si. Impossível nesse contexto não pagar o preço político dos alimentos”.

    Especialista vê influência também do aumento da criminalidade

    Além do preço dos alimentos, especialistas acreditam que o derretimento da imagem de Lula na Bahia está ligado ao aumento da criminalidade. “A segurança pública na Bahia deixa muito a desejar, é desgastante. Há facções criminosas, e isso pode estar influenciando”, diz o professor da FGV Rafael Alcadipani, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. “O governo federal está muito tímido nessa área, não entrega um mínimo de solução, não articula uma política de forma organizada”, ressaltou.

    O cenário tem animado a oposição no Estado. O deputado Capitão Alden da Silva (PL-BA) lembra que a maior parte dos eleitores de Lula está na faixa mais pobre da população. “O Lula prometeu picanha, prometeu mais segurança pública, fez muita propaganda, não entregou nada e até hoje não saiu do palanque”, diz o parlamentar. “As pessoas esperam medidas concretas para reduzir os preços dos alimentos, reduzir impostos para beneficiar o agronegócio, e ações efetivas na área da segurança pública”, acrescentou.

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