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‘O crime é nosso vizinho’: moradores relatam rotina no condomínio onde mora Oruam

Barulhos na madrugada e rachas de moto nas ruas deram lugar ao medo após as últimas batidas policiais

Por Lucas Mathias Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jul 2025, 15h16 • Atualizado em 23 jul 2025, 15h57
  • Festas madrugada adentro, rachas de quadriciclo e visitas perigosas. Desde que o rapper Oruam se mudou para a mansão onde reside no Joá, um bairro de alto padrão na Zona Oeste do Rio, os relatos dos vizinhos em seu condomínio são de medo. Nesse período, policiais estiveram em sua porta em ao menos duas ocasiões, quando encontraram no local suspeitos de crimes como tráfico de drogas, roubo e associação criminosa. A mais recente, nesta terça-feira, 22, culminou com a prisão do cantor, que se entregou depois de confrontar os agentes, alvos de pedradas enquanto estavam na sua rua. 

    Delimitada por uma cancela, onde um guarda monitora a entrada e a saída de veículos e pessoas — embora, formalmente, não possa proibir a passagem —, a via de paralelepípedo onde Oruam mora é contornada por casarões e marcada pelo pouco movimento. Basta caminhar por dois minutos até encontrar a mansão de quatro andares do cantor, que se destaca pela imponente arquitetura com varandas e vista para o mar, além de uma torre com elevador, que conduz os moradores aos diferentes pavimentos. 

    É o comportamento do rapper no dia a dia, contudo, que preocupa os moradores no entorno. O período mais crítico, conforme o relato de vizinhos, ocorreu quando Oruam se mudou. “No primeiro aniversário dele, essa rua aqui estava de dar medo. Teve uma outra ocasião, não faz muito tempo, que ele e seus amigos decidiram fazer uma brincadeirinha com armas de gel. Fiquei apavorada. Só quando chegaram mais perto fui perceber que não era uma invasão, que não era de verdade”, relata um morador local, que preferiu não se identificar. 

    O barulho constante também incomodava o entorno. “Desde que ele veio, eram festas madrugada adentro, a gente sem conseguir dormir. Os amigos fazendo pega de moto, quadriciclo. A gente nem deixa as crianças irem para a rua, porque, sei lá, pela velocidade, uma moto dessas pode acabar atropelando…”, narra outra vizinha. 

    Oruam
    Oruam (Instagram/Reprodução)
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    Para eles, no entanto, “hoje a coisa está mais pesada”. Os relatos dão conta de que, nos últimos meses, os barulhos diminuíram. A presença de agentes armados na rua, por outro lado, aumentou. Em fevereiro deste ano, a polícia prendeu na casa de Oruam Yuri Pereira Gonçalves, foragido por organização criminosa e envolvimento com tráfico de drogas do Complexo da Penha, na Zona Norte. É nesta favela onde fica uma das principais bases do Comando Vermelho, facção liderada por anos pelo pai do rapper, Marcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP. 

    Já nesta terça, o alvo de um mandado de busca e apreensão nas mãos de policiais civis era o adolescente de 17 anos conhecido como “Menor Piu”, apontado como um dos maiores ladrões de veículos do estado e como segurança pessoal de Edgar Alves de Andrade, o Doca, um dos líderes do CV. Em meio a uma confusão na madrugada, na porta da casa do cantor, contudo, o jovem conseguiu fugir. 

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    Casa onde mora o rapper Oruam (Lucas Mathias/VEJA)
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    “O sentimento é de que o crime é nosso vizinho. Falta pouco para ter uma invasão aqui. Não tem problema nenhum que ninguém venha morar aqui. Mas as pessoas fazem suas escolhas e quem paga é o próximo. São riscos ao nosso direito de ir e vir. É assustador, a cidade já está nas mãos de Deus”, afirma um morador local. 

    Na tarde desta terça, novamente policiais civis estiveram na porta da casa de Oruam. Desta vez, sem confrontos, mas para dar prosseguimento ao inquérito aberto após a confusão no local. A perícia mapeou e recolheu as pedras atiradas contra os agentes e identificou as câmeras de segurança instaladas na região, embora ainda não tenha conseguido acessar seu conteúdo. Horas depois, o rapper se entregou.

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