O alerta e a lição que Flávio tirou do avanço de Cury
Na campanha, há o consenso de que o fato de haver suspeita de impulsionamento de Cury nas redes sociais não pode anular os números registrados em levantamentos
O avanço de Augusto Cury (Avante) nas pesquisas de intenção de votos acendeu um alerta na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Até o momento, o alerta não se refere a uma ameaça no que diz respeito à possibilidade de avanço para o segundo turno. O salto do candidato do Avante, entretanto, indica uma guinada de postura que deve ser adotada pelo filho primogênito de Jair Bolsonaro (PL).
Na campanha, há o consenso de que o fato de haver suspeita de impulsionamento de Cury nas redes sociais não pode anular os números registrados em levantamentos. O crescimento se deveria a uma postura propositiva sem ataque direto a Lula ou Bolsonaro, se colocando como alternativa à polarização.
Flávio, de agora em diante, pretende adotar um tom menos crítico em entrevistas e peças para as redes sociais, deixando o antagonismo com Lula para os eventos e cortes feitos nos palanques. O filho de Bolsonaro deve adotar um discurso voltado para a modernização da máquina pública e ressaltar a necessidade de obras estruturantes em diversas regiões do país.
A nova pesquisa BTG/Nexus sobre a corrida presidencial mostra Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do 1º turno, com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%, mas traz como principal novidade o avanço de Augusto Cury. O candidato do Avante saltou de 2% para 11% em uma semana, uma alta de nove pontos percentuais que o colocou isoladamente na terceira posição. Na rodada anterior, Lula tinha 41% e Flávio, 37%.
O movimento de Cury também aparece na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos. Nesse caso, o escritor passou de 1% para 8%. Lula marca 37%, ante 38% na semana anterior, e Flávio tem 30%, depois de registrar 31%. Os indecisos recuaram de 15% para 13%..
A pesquisa é a primeira rodada da Nexus realizada depois do primeiro debate na televisão, das entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional e do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.







