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Nova fase de operação da PF prende PMs por suspeita de envolvimento com tráfico e milícias

São cumpridos sete mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão; todos os alvos foram presos

Por Paula Freitas Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 mar 2026, 08h26 • Atualizado em 11 mar 2026, 08h51
  • A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 11, a terceira fase da Operação Anomalia, contra agentes públicos ligados a facções criminosas no Rio de Janeiro. A ação desta manhã mirou policiais militares investigados pelo envolvimento com tráfico e milícias. São cumpridos sete mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Todos os alvos foram presos.

    “Os elementos probatórios colhidos durante as apurações revelaram que os policiais militares alvos da operação se utilizavam das prerrogativas da farda e da função pública para atuar em benefício do crime organizado. A investigação evidenciou uma estrutura voltada não apenas à facilitação logística para o tráfico e milícias, mas também à blindagem de criminosos e à ocultação do proveito econômico ilícito”, informou a PF em nota.

    Os mandados, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), são executados nas cidades do Rio de Janeiro — na Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz –, Nova Iguaçu e Nilópolis, com apoio da Corregedoria da PMERJ. O STF determinou o afastamento dos suspeitos e a quebra do sigilo de dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.

    + Vídeo: Operação da PF prende policiais civis por extorsão de traficantes do Comando Vermelho

    Outras prisões

    Na véspera, a PF desmantelou um núcleo criminoso composto por policiais civis no estado do Rio de Janeiro que extorquia traficantes do Comando Vermelho (CV). Entre os alvos, estão os policiais civis Franklin Jose de Oliveira Alves e Leandro Moutinho de Deus, que foram presos nesta terça; o delegado Marcus Henrique de Oliveira Alves, também detido; e Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como Índio do Lixão, um traficante que já estava na prisão.

    Eles são investigados por “utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes da maior facção criminosa presente no território fluminense, além de praticar corrupção e lavagem de capitais”, informou a PF em nota. Agentes encontraram dinheiro em espécie na residência de um dos policiais, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.

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    Já na segunda-feira 9, na primeira etapa da operação, o delegado federal Fabrízio Romano, sob suspeita na investigação que atingiu o ex-deputado estadual TH Joias, foi preso por envolvimento com o Comando Vermelho. A prisão foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que atendeu a um pedido da PF.

    A ação também mirou advogados e o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena. Eles agiam como intermediários de propinas do tráfico de drogas ao delegado, em troca de informações e influência, segundo a corporação.

    As investigações apontam que Romano liderava o esquema ao lado de um policial civil. Eles “emitiam intimações com o propósito exclusivo de coagir e pressionar lideranças do tráfico no Rio de Janeiro, exigindo o pagamento de propinas significativas para omissão em atos de ofício”, o que incluía a “negociação ilícita ocorria com cobranças incisivas e imposição de prazos”, de acordo com a PF. Os policiais, como forma de manter distanciamento da facção, contavam com dois intermediários.

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