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Nota técnica da UFRJ diz que ameaça à segurança hídrica no Rio é real

Especialistas afirmam que água com cor e cheiro estranhos é resultado do lançamento de esgoto em afluentes do Rio Guandu

Por Redação 16 jan 2020, 08h20 • Atualizado em 16 jan 2020, 08h37
  • Há uma real ameaça à segurança hídrica dos municípios da região metropolitana do Rio de Janeiro abastecidos pelo sistema produtor do Rio Guandu, concluíram professores de diversos departamentos e institutos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em nota técnica, os especialistas apontaram que o problema da água é resultado do lançamento de esgoto em afluentes do Rio Guandu.

    A água coletada desse sistema pela Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) pelo sistema produtor do Rio Guandu tem apresentado há quase duas semanas uma cor diferente e um odor forte. Segundo a Cedae, a água estaria apta para o consumo e teria sido resultado da presença de geosmina, uma substância produzida por algas e que provocou o gosto e o cheiro de terra na água distribuída à população.

    O diretor-presidente da Cedae, Hélio Cabral, disse na quarta-feira 15 que a água distribuída pelo Reservatório do Guandu, que atende a grande parte da população da região metropolitana, não terá mais a presença da geosmina a partir da semana que vem.

    A nota técnica da UFRJ, porém, afirma que o atual problema com a água no Rio é resultado da falta de tratamento de esgoto sanitário nas áreas urbanas. “Esgotos sanitários em estado bruto, ou seja, desprovidos de qualquer tratamento, são drenados pelos rios dos Poços, Queimados e Ipiranga, todos afluentes do Rio Guandu, a menos de 50 metros da barragem principal e da estrutura de água só sistema produtor da Cedae.”

    O relatório alerta que há uma evidente degradação ambiental nos mananciais utilizados para abastecimento público da região metropolitana do Rio, o que compromete a qualidade da água, dificulta o tratamento e pode colocar em risco a saúde pública. “A população não deve ser responsabilizada para identificar se a água está ou não adequada ao consumo.”

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    Além disso, diz o documento, sem que haja identificação e esclarecimento de uma eventual contaminação, a população também não poderá ser induzida a consumir água mineral ou de qualquer outra fonte. “Não atender a essas considerações propicia um cenário que piora a segurança da água, além de ser socialmente injusto, pois impõe um gasto extra para o consumidor que deveria ser atendido de forma adequada pela rede de distribuição.”

    Na última segunda-feira 16 o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou uma vistoria nas instalações da Cedae para verificar a qualidade do tratamento da água da estação. A água foi coletada para análise em diferentes pontos e fases do processo de captação ao pós-tratamento. Os resultados de todas as análises serão divulgados no prazo máximo de quinze dias.

    (Com Agência Brasil)

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