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‘Não somos autorizados a existir’, diz produtor de festa sertaneja LGBT após ataques homofóbicos

Nas redes sociais, evento foi alvo de comentários alusivos a 'Sodoma e Gomorra' e doenças sexualmente transmissíveis

Por Bruno Caniato Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 mar 2026, 12h06 • Atualizado em 18 mar 2026, 14h56
  • Um evento LGBT com temática sertaneja realizado em Goiânia tornou-se alvo de uma lamentável onda de homofobia escancarada nas redes sociais. A festa Studio40 Go West Experience, ocorrida no último final de semana na capital goiana, gerou uma enxurrada de comentários em portais de notícias associando a comunidade gay a depravação, uso de drogas e transmissão de doenças venéreas.

    No perfil de notícias Portal 6 no Instagram, que publicou imagens da festa, a caixa de comentários foi inundada por falas como “isso não é normal”, “promiscuidade e doenças rolando solto (sic)” e “update HIV”. Diversas postagens têm caráter religioso, incluindo afirmações de que “Satanás usa e abusa desses escravos” e uma série de alusões a Sodoma e Gomorra — cidades bíblicas que, segundo a tradição cristã, provocaram a ira divina pela prática de homossexualidade e foram destruídas por Deus.

    Para Marcus Andrade, produtor da Studio40, a reação homofóbica foi potencializada pela estética da festa ligada à música sertaneja, ao agronegócio e à cultura cowboy — meios em que, relata, homens gays não costumam se sentir confortáveis para expressar sua sexualidade. Ele lamenta que o evento, planejado para ser um espaço seguro para a comunidade LGBT, tenha provocado uma repercussão tão negativa. “Somos atacados mesmo quando realizamos um evento de nicho. A impressão que passa é de que não somos autorizados a existir”, declara.

    Segundo Marcus, embora esta seja a sétima edição da Studio40 e a segunda com temática sertaneja, foi a primeira vez que a festa recebeu ataques nesta magnitude. Ele afirma que a produção está catalogando os comentários homofóbicos e prepara uma denúncia para enviar ao Ministério Público. “As piores falas, para nós, são aquelas que associam a comunidade gay a orgias e à disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)”, diz. Outra edição do evento — esta, sem a estética do agro — está prevista para ocorrer em São Paulo no próximo 4 de junho.

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