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MPF acusa prefeito de Macapá de liderar organização criminosa ligada a fraudes eleitorais

Em 145 páginas, o órgão apresenta à Justiça Eleitoral uma série de provas que revelariam crimes do prefeito e de outros 13 denunciados

Por Robson Bonin Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 dez 2025, 17h36 •
  • A polícia do Amapá voltou a pegar fogo, nesta semana, com a revelação do conteúdo de uma denúncia de 145 páginas apresentada pelo MPF contra o prefeito de Macapá, Antônio Furlan, e mais 13 investigados por integrarem uma organização criminosa destinada a fraudar as eleições de 2020 no estado.

    Segundo o MPF, na eleição daquele ano, vencida por Furlan, os investigados montaram um grande esquema para comprar votos e transportar eleitores de Furlan. Os investigados, segundo a denúncia, “livres e conscientemente, em comunhão de ações e desígnios entre si, associaram-se para constituir, promover, financiar e integrar organização criminosa, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com o objetivo de obter vantagem em pleito eleitoral mediante o cometimento de crimes eleitorais”.

    Apresentada pela procuradora Sarah Cavalcanti de Britto, a denúncia afirma que o prefeito Furlan atuava como líder da organização criminosa que praticou diferentes crimes para obter vantagem eleitoral.

    “No núcleo diretivo, posição superior do empreendimento criminoso, Antônio Paulo Furlan mantinha o poder de mando, de controle final dos fatos, sendo o mentor intelectual, o coordenador e o principal beneficiário dos atos ilegais de captação irregular de sufrágios, que favoreceram sua candidatura política e resultaram em sua eleição durante a disputa eleitoral”, diz a denúncia.

    “Os crimes visados e praticados pelo grupo criminoso consistiram em oferecer, prometer, dar ou solicitar dinheiro e dádivas a eleitores determinados ou determináveis, com o fim específico de obter e/ou dar votos (corrupção eleitoral), além de descumprir norma legal, fazendo o transporte de eleitores para cooptação de votos no dia da eleição, violando-se o livre exercício do sufrágio (transporte ilegal de eleitores)”, segue a denúncia.

    A investigação reuniu mensagens de WhatsApp e outras provas que detalham os crimes. O MPF também apresentou testemunhas  segundo o MPF, além de seis testemunhas ligadas ao trabalho de investigação à Justiça Eleitoral, incluindo investigadores, um motorista que realizou transporte de eleitores e um eleitor que confirmou aos investigadores ter recebido proposta de compra de voto. O caso segue na Justiça. O Radar aguarda manifestação do prefeito.

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