MP do Rio pede afastamento de desembargador que comparou GAECO à Gestapo
Siro Darlan criticou promotores que atuam contra crime organizado em sessão que julgava o jogo do bicho
Um documento enviado pelo Ministério Público ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pede o afastamento cautelar do desembargador Siro Darlan das atividades que envolvam processos relacionados ao Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (GAECO).
No final do mês de novembro, Darlan comparou a GAECO à Gestapo, polícia secreta de Adolf Hitler, em um julgamento virtual de processos da Operação Calígula, deflagrada pelo MPRJ e que teve como alvo o jogo do bicho no estado.
O procurador-geral de Justiça em exercício, Antonio José Campos Moreira, entrou com uma Reclamação Disciplinar, na segunda-feira, 13, contra o desembargador, que é presidente da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
“Diante da evidente parcialidade e da falta de isenção por parte do Reclamado para julgar as causas criminais em que o Ministério Público figure como parte. (…) [As falas de Siro Darlan] causaram enorme desgaste à imagem e à reputação institucional do MPRJ ”, argumentam os promotores na solicitação.







